
MURTA (Português)
A Murta identificada pelo nome científico é Blepharocalyx salicifolius (Humboldt, Bonpland: Kunth), pertence à família Myrtaceae. No que se refere a etimologia, o nome genérico “Blepharocalyx” vem do grego “blepharis” (pestana) e do latim “calyx” (cálice), em relação às sépalas exteriores que são barbadas como pestanas em suas margens superiores. O epíteto específico “salicifolius” imita as folhas do Salix (Salgueiro), ao apresentar os ramos terminais finos flexíveis e pendentes, lembrando os do Salgueiro, de onde possivelmente, provém o nome. A espécie ocorre naturalmente da Bahia até o Rio Grande do Sul, onde é conhecida por Guamirim e Murteira, com origem do Nordeste da Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai e norte do Uruguai.
A Murta pode ser um arbusto entouceirado, perenifólia, podendo atingir até 20 metros de altura e 40 centímetros de diâmetro na idade adulta. Seu tronco geralmente é bastante reto e cilíndrico, o fuste chega a medir até 6 metros de comprimento, as ramificações são tortuosas, inicialmente grossa, sendo raminhos terminais finos, flexíveis e pendentes, lembrando os do Salgueiro, a copa é muito ampla e densa. A casca tem espessura de até 20 milímetros, externa e densamente fissurada em sentido longitudinal de cor marrom-escura, de folhas elípticas com consistência cartácea. As flores são pequenas e perfumadas, com pétalas brancas, com muitos estames pequenos, ocorrendo de dezembro a janeiro. Já sua frutificação acontece no período de março a maio e, o fruto, é uma baga globosa, púrpura escura coroada por cicatriz quadrangular. A polinização se dá através de abelhas e diversos insetos pequenos e a dispersão dos frutos e sementes é zoocórica (via pássaros e lagartos).
Recomenda-se semear em sementeiras, usando-se vermiculita como substrato. A repicagem deve ser feita de 5 a 7 semanas após a semeadura em sacos de polietileno ou em tubetes de polipropileno de tamanho médio.
A Murta apresenta porte ornamental e pode ser usada em paisagismo, tendo diversos usos, assim como: na medicina popular é utilizada no tratamento do câncer e no controle da pressão arterial, indicada também contra tosse, tratamento de bronquite, reumatismo, artrite, hemorroidas, sinusite, contusões e entorses. Também possui um óleo essencial, cineol, que é um componente abundante e importante. A madeira da Murta é empregada em obras internas e externas e tabuados em geral.
FONTE:
CARVALHO, Paulo Ernani Ramalho. Espécies arbóreas brasileiras. Brasília/DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2006. Disponível em: https://www.embrapa.br/florestas/publicacoes/especies-arboreas-brasileiras Acesso em: 17 jun. 2025.
Responsáveis dados técnicos: Hélio Ramirez Farias (colaborador externo) e Lauís Brisolara Corrêa (colaborador externo).
Responsáveis produção textual: Hélio Ramirez Farias (colaborador externo), Lauís Brisolara Corrêa (colaborador externo), Francielle de Lima (coordenadora), Ariane Ferreira Clavijo (discente voluntária) e Lisiane Fernanda de Moraes Guilardi Paiva (discente bolsista).
MURTA (Español)
El nombre científico de la Murta es Blepharocalyx salicifolius (Humboldt, Bonpland: Kunth) y pertenece a la família Myrtaceae. Etimológicamente, su nombre genérico es “Blepharocalyx” que viene del griego “blepharis” (pestaña) y del latín “calyx” (cálices). Sus sépalos exteriores son como pestañas en sus margenes superiores. El epíteto específico“salicifolius” es similar a las hojas del Salix (Salgueiro), porque presenta ramas terminales, finas, flexibles y pendientes. La especie ocurre naturalmente desde Bahía hasta el Rio Grande del Sur, donde es conocida por Guamirim y Murteira, con origen del Nordeste de la Argentina, Bolivia, Ecuador, Paraguay y norte del Uruguay.
La Murta puede ser un arbusto que llega hasta 20 metros de altura y 40 centímetros cuando ya adulta. Su tronco, generalmente, es bastante reto y cilíndrico, y llega a medir hasta 6 metros de larga, sus ramificaciones son similares al Salgueiro, su copa es amplia y densa. La cascara presenta una espesura de hasta 20 milímetros, es externa y densamente fisurada en sentido longitudinal de color marrón oscura, las hojas son elípticas con consistencia coriácea. Sus flores son pequeñas y perfumadas, con pétalos blancos, con muchos estambres pequeños y ocurren de diciembre a enero. La fructificación ocurre de marzo a mayo, su fruto es una baya carnosa, púrpura oscura. La polinización ocurre por abejas y diversos insectos pequeños y la dispersión de sus frutos y semillas se da por zoocoria, o sea, ocurre con la ayuda de animales como pájaros y lagartos.
La recomendación es sembrar las semillas en un recipiente, semillero, con substrato adecuado. Después, se trasplanta entre las 5 o 7 semanas en tubos medianos de plástico.
La Murta presenta porte ornamental y puede ser usada en paisajismos. Además, presenta diversos usos como en la medicina popular para el tratamiento del cáncer y e el control de la presión arterial. También es indicada para la tos, en tratamientos para bronquitis, reumatismo, artritis, hemorroides, sinusitis, moretones y esguince. Posee un aceite esencial conocido como cineol que es un componente abundante e importante. Por fin, su madera es usada en diversas obras y también en artefactos en general.
Responsáveis pela tradução: Maria do Socorro de Almeida Farias Marques (docente colaboradora) e Silvia Elena Porciúncula Cunha (discente voluntária).
MYRTLE (English)
The Myrtle identified by its scientific name is Blepharocalyx salicifolius (Humboldt, Bonpland: Kunth), belonging to the Myrtaceae family. Regarding its etymology, the generic name “Blepharocalyx” comes from the Greek ‘blepharis’ (eyelash) and the Latin “calyx” (chalice), in reference to the outer sepals that are bearded like eyelashes on their upper margins. The specific epithet “salicifolius” imitates the leaves of Salix (willow), as it has thin, flexible, pendulous terminal branches, reminiscent of those of the willow, from which the name possibly derives.
The species occurs naturally from Bahia to Rio Grande do Sul, where it is known as Guamirim and Murteira, originating in northeastern Argentina, Bolivia, Ecuador, Paraguay, and northern Uruguay.
The Myrtle can be a stout, evergreen shrub, reaching up to 20 meters in height and 40 centimeters in adulthood. Its trunk is usually quite straight and cylindrical, measuring up to 6 meters in length, with twisted branches that are initially thick, ending in thin, flexible, pendulous twigs resembling those of the willow. The crown is very broad and dense. The bark is up to 20 millimeters thick, dark brown, densely fissured longitudinally on the outside, with elliptical leaves that are papery in consistency. The flowers are small and fragrant, with white petals and many small stamens, occurring from December to January. Fruiting occurs from March to May, and the fruit is a globular, dark purple berry crowned by a quadrangular scar. Pollination occurs through bees and various small insects, and the dispersion of fruits and seeds is zoochoric (via birds and lizards).
It is recommended to sow in seedbeds, using vermiculite as a substrate. Transplanting should be done 5 to 7 weeks after sowing in polyethylene bags or medium-sized polypropylene tubes.
Myrtle is ornamental and can be used in landscaping, having various uses, such as: in folk medicine, it is used in the treatment of cancer and blood pressure control, also indicated for coughs, bronchitis, rheumatism, arthritis, hemorrhoids, sinusitis, bruises, and sprains. It also has an essential oil, cineol, which is an abundant and important component. Myrtle wood is used in indoor and outdoor construction and for decking in general.
Responsável pela tradução: Andrea Alfonsina Rivero Sottimano (discente voluntária).
Texto Murta interpretado na Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.
Intérprete de Libras: Francine Guerreiro da Silva (discente voluntária)
Responsável pela gravação e edição: Norton Cardia Simões (colaborador interno)
Link de acesso:
https://drive.google.com/file/d/1C9MrAoHYfhx34F1nhTt6RtC6hXDP8Sqw/view?usp=sharing
Texto Murta em áudio (português)
Narrador: Hélio Ramirez Farias (colaborador externo)
Responsável pela gravação e edição: Norton Cardia Simões (colaborador interno)
Link de acesso:
https://drive.google.com/file/d/1al2DlhJF2ywhVFnFcnX06uxH_HjRuJLl/view?usp=drive_link
Texto Murta em áudio (español)
Narradora: Silvia Elena Porciúncula Cunha (discente voluntária)
Responsável pela gravação e edição: Norton Cardia Simões (colaborador interno)
Link de acesso:
https://drive.google.com/file/d/1KwA85JzbkEV1tRcKcypNmUaTh2U8JQ4Y/view?usp=sharing
