
AÇOITA-CAVALO (Português)
O Açoita-cavalo ou Ivatingui, cujo nome científico é Luehea divaricata Mart. & Zucc., pertence à família Malvaceae. Na Argentina e no Uruguai ele é conhecido como Francisco Alvares. Etimologicamente, Luehea é uma homenagem a Karl von der Lühe, botânico austríaco, criador da obra “Hymnus na Flora und Ceres”. Já divaricata é uma alusão ao aspecto divaricado dos pedúnculos e pedicelos da inflorescência. No Brasil ocorre naturalmente de Alagoas ao Rio Grande do Sul. Em outros países da América está presente no nordeste da Argentina, leste do Paraguai e no Uruguai.
Essa árvore caducifólia, normalmente é encontrada com até 15 metros de altura, com algumas plantas podendo atingir mais de 30 metros. A planta apresenta tronco tortuoso, nodoso, com reentrâncias e base alargada com sapopemas. As folhas são simples com margens irregulares e serreadas, alternas dísticas, com estípulas, com três nervuras longitudinais típicas, discolores. Elas são ásperas na face ventral e tomentosa na face dorsal, com lâmina foliar de 4,5 a 15 cm de comprimento e 2,0 a 6,5 cm de largura, com pecíolo ferruginoso. As flores do Açoita-cavalo são hermafroditas, com pétalas vistosas, róseas, roxas ou brancas, que medem aproximadamente 2,5 cm de comprimento, em inflorescências dicotômicas, terminais e axilares. Sua floração ocorre de dezembro a julho. O fruto dessa espécie é uma cápsula lobada de valvas lenhosas, oblonga, pentalocular, pentafendido, de coloração castanha, com densa pilosidade ferrugínea, cobrindo inteiramente o tegumento e o pedicelo do fruto. O período de frutificação ocorre entre os meses de abril e outubro. Suas pequenas sementes são aladas de cor dourada com dispersão anemocórica. A polinização é feita principalmente por abelhas e ocasionalmente por beija-flores.
A produção de mudas é realizada por semeadura de sementes recém-colhidas em sementeiras para posterior repique das plântulas para sacos de polipropileno, com dimensões mínimas de 20 cm de altura e 7 cm de diâmetro, ou em tubetes grandes.
Dentre seus usos, podem-se citar: na construção civil para fabricação de postes, dormentes, laminação, tornearia e esculturas; na indústria cosmética as flores fornecem óleo essencial e na perspectiva medicinal, as folhas são usadas para cicatrizar feridas e tratar infecções, bem como são usadas contra reumatismo e artrite.
Na arborização urbana, o Açoita-cavalo pode ser utilizado para paisagismo, devido a beleza de suas flores e, em razão de adaptação a diferentes tipos de solo e clima, é frequentemente utilizado na recuperação de áreas de preservação permanente.
FONTES:
BACKES, Paulo; IRGANG, Bruno. Árvores do Sul: guia de identificação & interesse ecológico. Porto Alegre: Instituto Souza Cruz, 2002.
CARVALHO, Paulo Ernani Ramalho. Espécies arbóreas brasileiras. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, 2003.
ROSS, Pablo; MUÑOZ, Julio e CRACCO, Pedro. Flora Indígena del Uruguay. 3ª Ed. Montevideo: Editorial Hemisferio Sur, 2018.
Responsáveis dados técnicos: Hélio Ramirez Farias (colaborador externo) e Lauís Brisolara Corrêa (colaborador externo).
Responsáveis produção textual: Hélio Ramirez Farias (colaborador externo), Lauís Brisolara Corrêa (colaborador externo), Francielle de Lima (coordenadora) e Ariane Ferreira Clavijo (discente voluntária).
AZOTA CABALLO (Español)
El árbol azota caballo cuyo nombre científico es Luehea divaricata Mart. & Zucc., pertenece a la familia Malvaceae. En Argentina y en Uruguay él es conocido como Francisco Alvarez. Etimológicamente, Luehea es un homenaje a Karl von der Lühe, botánico austríaco, creador de la obra “Hymnus na Flora und Ceres”. Ya divaricata es una alusión al aspecto ramificado de los pedúnculos y pedicelos de la inflorescencia. En Brasil, ocurre naturalmente de Alagoas a Río Grande del Sur. En otros países de América, está presente al nordeste de Argentina, leste de Paraguay y en Uruguay.
Este árbol caducifolio normalmente es encontrado con hasta 15 metros de altura, con algunas plantas pudiendo alcanzar más de 30 metros. La planta presenta tronco tortuoso, nodoso, con lo más hondo y base alargada con sapopemas. Las hojas son simples con márgenes irregulares y aserradas, alternas dísticas, con estípulas, con tres nervaduras longitudinales típicas, discolores. Sus nervaduras laterales y la nervadura principal con bien marcadas, ásperas y tomentosa, con lámina foliar de 4,5 a 15 cm de largo y 2,0 a 6,5 cm de ancho, con pecíolo ferruginoso. Sus flores son hermafroditas, rosadas con pétalos vistosos que miden aproximadamente 2,5 cm de largo, en inflorescencias dicotómicas, terminales y axilares. Su floración ocurre de diciembre a julio. El fruto de esa especie es una cápsula lobada con cinco valvas leñosas, ovoideas, pubescente o tomentosa, de coloración castaña, cubriendo enteramente el tegumento y el pedicelo del fruto. El período de fructificación ocurre entre los meses de abril y octubre. Sus pequeñas semillas son aladas de color dorado y su dispersión ocurre por el viento. La polinización es hecha principalmente por abejas y ocasionalmente por colibríes.
La producción de mudas es realizada por sembradura de semillas recién cosechadas en sementeras para posterior repique de las plántulas para bolsas de polipropileno, con dimensiones mínimas de 20 cm de altura y 7 cm de diámetro, o en tubos grandes.
Entre sus usos, se pueden citar: en la construcción civil para la fabricación de postes, durmientes, laminación, tornería y esculturas; en la industria cosmética las flores proporcionan aceite esencial y en la perspectiva medicinal, las hojas son usadas para cicatrizar heridas y tratar infecciones, bien cómo son usadas contra reumatismo y artritis.
En la arborización urbana, la especie puede ser utilizada para el paisajismo, debido a la belleza de sus flores y, en razón de adaptación a diferentes tipos de solo y clima, es frecuentemente utilizado para la recuperación de áreas de conservación permanente.
Responsáveis pela tradução: Maria do Socorro de Almeida Farias Marques (docente colaboradora) e Silvia Elena Porciúncula Cunha (discente voluntária).
AÇOITA-CAVALO (English)
“Açoita-cavalo” or “Ivatingui”, whose scientific name is Luehea divaricata Mart. & Zucc., belongs to the Malvaceae family. In Argentina and Uruguay, it is known as Francisco Álvares. Etymologically, Luehea is a tribute to Karl Von Der Lühe, an Austrian botanist and author of the work “Hymnus na Flora und Ceres.” Divaricata refers to the spreading appearance of the peduncles and pedicels of the inflorescence. In Brazil, it occurs naturally from Alagoas to Rio Grande do Sul. In other American countries, it is found in northeastern Argentina, eastern Paraguay, and Uruguay.
This deciduous tree is usually found growing up to 15 meters tall, with some plants reaching over 30 meters. The plant has a twisted, gnarled trunk with indentations and a broad base with sapopemas. The leaves are simple with irregular, serrated margins, alternately distichous, with stipules, with three typical longitudinal veins, discolored. They are rough on the ventral side and tomentose on the dorsal side, with a leaf blade 4.5 to 15 cm long and 2.0 to 6.5 cm wide, with a ferruginous petiole. The flowers of the horsewhip tree are hermaphroditic, with showy pink, purple, or white petals, measuring approximately 2.5 cm in length, in dichotomous, terminal, and axillary inflorescences. It flowers from December to July. The fruit of this species is a lobed capsule with woody valves, oblong, pentalocular, pentafended, brown in color, with dense ferruginous hairiness, completely covering the tegument and pedicel of the fruit. The fruiting period occurs between April and October. Its small seeds are winged, golden in color, and dispersed by wind. Pollination is mainly carried out by bees and occasionally by hummingbirds.
Seedlings are produced by sowing freshly harvested seeds in seedbeds for subsequent transplanting of the seedlings into polypropylene bags, with minimum dimensions of 20 cm in height and 7 cm in diameter, or into large tubes.
Among its uses are: in civil construction for the manufacture of posts, railroad ties, lamination, woodturning, and sculptures; in the cosmetics industry, the flowers provide essential oil; and in medicine, the leaves are used to heal wounds and treat infections, as well as for rheumatism and arthritis.
In urban afforestation, “Açoita-cavalo” can be used for landscaping due to the beauty of its flowers and, because of its adaptation to different types of soil and climate, it is often used in the recovery of permanent preservation areas.
Responsável pela tradução: Andrea Alfonsina Rivero Sottimano (discente voluntária).
Texto Açoita-cavalo interpretado na Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.
Intérprete de Libras: Ana Carolina da Rosa Machado (colaboradora externa)
Responsável pela gravação e edição: Norton Cardia Simões (colaborador interno)
Link de acesso:
https://drive.google.com/file/d/1TtAxOapqzqdvofJREjeRhyQS1vJRSxOF/view?usp=sharing
Texto Açoita-cavalo em áudio (português)
Narrador: Hélio Ramirez Farias (colaborador externo)
Responsável pela gravação e edição: Norton Cardia Simões (colaborador interno)
Link de acesso: https://drive.google.com/file/d/1uSI3D7kv0kLGNJlsGsh6_NeIfPBN1xkq/view?usp=drive_link
Texto Pinheiro em áudio (Español)
Narradora: Maria do Socorro de Almeida Farias Marques (docente colaboradora)
Responsável pela gravação e edição: Norton Cardia Simões (colaborador interno)
Link de acesso: https://drive.google.com/file/d/1HEeFy7wk02oGnotOHB9tcNRi8XKkA-kM/view?usp=sharing
