
ARAUCÁRIA (Português)
A Araucária, também conhecida como Pinheiro ou Pinheiro-do-paraná, pertencente à família Araucariaceae, cujo nome científico é Araucaria angustifolia (Bert.) O. kuntze, ocorre no Brasil (desde Minas Gerais até o Rio Grande do Sul), norte da Argentina e leste do Paraguai. A palavra Araucária tem origem na região de Arauco, no Chile, de onde a espécie tipo do gênero foi descrita. Já o nome específico “angustifolia” vem do latim que significa “folha estreita”.
É uma árvore dioica, gimnosperma (planta sem flores), de grande porte, de até 50 metros de altura, fuste reto, de grande diâmetro e cilíndrico, com casca grossa que se desprende em placas. Folhas do tipo acícula, lanceolada, duras, com até 6 cm de comprimento por 1 cm de largura, com espinhos na ponta. A planta feminina forma cones (pinhas) globosos com até 20 cm de diâmetro e podendo produzir 150 sementes (pinhões) em forma de cunha. A planta masculina forma cones alongados (sabugo) de até 15 cm de comprimento por 4 cm de diâmetro que produzem o pólen. A polinização é efetuada pelo vento (anemofilia), geralmente ocorre entre os meses de agosto a dezembro.
A propagação natural se dá pela dispersão dos pinhões pelas gralhas, cutias, serelepes, entre outros roedores e animais. O amadurecimento das pinhas concentra-se, principalmente, entre fevereiro e dezembro. Para o plantio direto, enterra-se o pinhão, obliquamente, com a ponta virada para baixo, superficialmente. Da mesma maneira, em viveiros, é feito o plantio: o pinhão é colocado em recipientes individuais, para posterior transplante. Germinação de 20 a 110 dias. Transplante entre 15 e 20 cm de altura. Deve-se plantar os pinhões logo após a colheita.
O pinhão, majoritariamente coletado em extrativismo, é até hoje consumido como alimento. Outro uso desta espécie, corresponde à carpintaria, marcenaria e celulose para papel, uma vez que sua madeira branco-amarelada tem dureza média de 450 a 550 kg/m, sendo ideal para esses tipos de atividades. Já o nó de pinho é bastante utilizado como combustível e na confecção de peças de artesanato.
A Araucária é considerada uma espécie pioneira, que permite a expansão das florestas sobre os campos do planalto. Produz sementes que são importantes fonte de alimento para pássaros, como a gralha e papagaio-charão, roedores e outros. Ademais, no sul do Brasil é um marco paisagístico e cultural de todo o planalto pela sua imponência e estrutura diferenciada. É a árvore símbolo do Estado do Paraná.
FONTE:
BACKES, Paulo; IRGANG, Bruno. Árvores do Sul: guia de identificação & interesse ecológico. Porto Alegre: Instituto Souza Cruz, 2002.
Responsáveis dados técnicos: Hélio Ramirez Farias (colaborador externo) e Lauís Brisolara Corrêa (colaborador externo).
Responsáveis produção textual: Hélio Ramirez Farias (colaborador externo), Lauís Brisolara Corrêa (colaborador externo), Francielle de Lima (coordenadora), Ariane Ferreira Clavijo (discente voluntária) e Lisiane Fernanda de Moraes Guilardi Paiva (discente bolsista).
ARAUCARIA (Español)
La Araucaria, también conocida como Pino o Pino araucano, pertenece a la familia Araucariaceae, cuyo nombre científico es Araucaria angustifolia (Bert.) O. kuntze, ocurre en Brasil (desde Minas Gerais hasta Rio Grande del Sul), norte de Argentina y leste de Paraguay. La palabra Araucaria tiene origen en la región de Arauco, en Chile, de donde la especie tipo del género fue descrita y el nombre específico “angustifolia” viene del latín que significa “hoja estrecha”.
Es un árbol dioico, gimnosperma (planta sin flores), de grande porte, de hasta 50 metros de altura, eje recto, de grande diámetro y cilíndrico, con cáscara gruesa que se desprende en placas. Hojas del tipo acícula, lanceolado, duras, con hasta 6 cm de largo por 1 cm de ancho, con espinas en la punta. La planta femenina forma conos (piñas) globosos con hasta 20 cm de diámetro y pudiendo producir 150 semillas (piñones) en forma de cuna. La planta masculina forma conos alargados (mazorca) de hasta 15 cm de largo por 4 cm de diámetro que producen el polen. La polinización es efectuada por el viento (anemofilia), generalmente ocurre entre los meses de agosto a diciembre.
La propagación natural se da por dispersión de los piñones por las torres, agutíes, serelepes, entre otros roedores y animales. La madurez de las piñas se concentra, principalmente, entre febrero y diciembre. Para el plantío directo, se entierra la pina, oblicuamente, con la punta boca abajo, superficialmente. De la misma manera, en viveros, es hecho el plantío: la piña es colocada en recipientes individuales, para posterior trasplante. Germinación de 20 a 110 días. Trasplante entre 15 y 20 cm de altura. Se debe plantar los piñones luego después de la cosecha.
La piña, mayormente recolectada por extractivismo, es hasta hoy consumida como alimento. Otro uso de esta especie corresponde a carpintería, ebanistería y celulosa para papel, una vez que su madera blanco-amarillento tiene dureza media de 450 a 550 kg/m, siendo ideal para esos tipos de actividades. ya el nudo de pina es bastante utilizado como combustible y en la confección de piezas de artesanía.
La Araucaria es considerada una especie pionera, que permite la expansión de las florestas sobre los campos del altiplano. Produce semillas que son importantes fuentes de alimento para pájaros, como el cuervo y el loro, roedores y otros. Además, el sur de Brasil es un marco paisajístico y cultural por su ponencia y estructura diferenciada. Es el árbol símbolo del Estado de Paraná.
Responsáveis pela tradução: Maria do Socorro de Almeida Farias Marques (docente colaboradora) e Silvia Elena Porciúncula Cunha (discente voluntária).
ARAUCÁRIA (English)
The Araucária, also known as Pinheiro or Pinheiro-do-paraná, belongs to the Araucariaceae family, whose scientific name is Araucaria angustifolia (Bert.) O. kuntze. It occurs in Brazil (from Minas Gerais to Rio Grande do Sul), northern Argentina, and eastern Paraguay. The word Araucária originates from the Arauco region in Chile, where the species of this genus was first described. The specific name “angustifolia” comes from Latin and means “narrow leaf.”
It is a large, dioecious, gymnosperm (flowerless plant) tree, up to 50 meters tall, with a straight, large-diameter, cylindrical trunk and thick bark that peels off in plates. Its leaves are needle-like, lanceolate, hard, up to 6 cm long by 1 cm wide, with spines at the tip. The female plant forms globular cones (pinecones) up to 20 cm in diameter and can produce 150 wedge-shaped seeds (pine nuts). The male plant forms elongated cones (cobs) up to 15 cm long by 4 cm in diameter that produce pollen. Pollination is carried out by the wind (anemophily), usually occurring between August and December.
Natural propagation occurs through the dispersal of pine nuts by jays, agoutis, serelepes, among other rodents and animals. The maturation of pine cones is mainly concentrated between February and December. For direct planting, the pine nut is buried obliquely, with the tip facing downwards, superficially. Planting is done in the same way in nurseries: the pine nut is placed in individual containers for later transplantation. Germination takes 20 to 110 days. Transplant when 15 to 20 cm tall. Pine nuts should be planted immediately after harvesting.
Pine nuts, mostly collected through extractivism, are still consumed as food today. Another use of this species is in carpentry, joinery, and cellulose for paper, since its yellowish-white wood has an average hardness of 450 to 550 kg/m, making it ideal for these types of activities. Pine knots are widely used as fuel and in the manufacture of handicrafts.
Araucaria is considered a pioneer species, allowing the expansion of forests over the fields of the plateau. It produces seeds that are an important source of food for birds, such as crows and parrots, rodents, and others. Furthermore, in southern Brazil, it is a landscape and cultural landmark of the entire plateau due to its grandeur and unique structure. It is the symbolic tree of the state of Paraná.
Responsável pela tradução: Andrea Alfonsina Rivero Sottimano (discente voluntária).
Texto Araucária interpretado na Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.
Intérprete de Libras: Ana Carolina da Rosa Machado (colaboradora externa)
Responsável pela gravação e edição: Norton Cardia Simões (colaborador interno)
Link de acesso:
https://drive.google.com/file/d/1tXbYv3smN1NSddAM0kn92ggaQpnB5At6/view?usp=sharing
Texto Araucária em áudio (português)
Narrador: Hélio Ramirez Farias (colaborador externo)
Responsável pela gravação e edição: Norton Cardia Simões (colaborador interno)
Link de acesso:
https://drive.google.com/file/d/1eF6nHqGOqWL-zpxzPeQwdZONnGIR3C0K/view?usp=drive_link
Texto Araucária em áudio (español)
Narradora: Silvia Elena Porciúncula Cunha (discente voluntária)
Responsável pela gravação e edição: Norton Cardia Simões (colaborador interno)
Link de acesso: https://drive.google.com/file/d/1GCEOwfChEc9t9Mt_CVFKtw2hCRbxoKT6/view?usp=sharing
