Mestranda defende pesquisa sobre relações entre Cultura Visual e ensino de Física

A discente Jazz Ferreira da Rosa Martinez defendeu, no dia 24 de outubro, sua dissertação de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Indústria Criativa (PPGCIC/UNIPAMPA), no auditório Mara Ribeiro. A banca avaliadora foi composta pela Profa. Dra. Juliana Zanini Salbego (orientadora), pelo Prof. Dr. Gabriel Sausen Feil e pelo Prof. Dr. Evandro Guindani.

Com o título “Relações entre Cultura Visual e Metodologias de Ensino de Física: Estudo a partir do Curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha (IFFAR), campus São Borja”, o trabalho investiga como elementos da cultura visual podem potencializar as metodologias de ensino utilizadas na Licenciatura em Física.

Segundo Jazz, a pesquisa parte da compreensão de que a visualidade não deve ser tratada apenas como recurso ilustrativo em sala de aula. “A visualidade é uma dimensão epistemológica fundamental na construção do conhecimento científico”, afirma. A dissertação analisa como docentes e estudantes se relacionam com artefatos visuais e propõe formas de qualificar o uso desses elementos no ensino.

A coleta de dados envolveu entrevistas com professores e acadêmicos, o que demandou análise prévia do Comitê de Ética em Pesquisa. “Esse processo levou cerca de quatro meses e exigiu muito cuidado com todos os protocolos. Apesar dos desafios, foi um aprendizado imenso, porque pude qualificar ainda mais o trabalho e refletir sobre as implicações éticas de cada escolha”, explica.

Jazz também destaca que sua trajetória pessoal esteve diretamente relacionada à construção da pesquisa. Ela lembra que, durante muito tempo, acreditou não ter espaço na pós-graduação. “Eu pensava que não teria capacidade para alcançar um título superior. Na graduação, fui entendendo que eu poderia ocupar esse espaço e que tinha contribuições a fazer”, relata.

Para ela, o título de mestra em Comunicação e Indústria Criativa representa um grande avanço acadêmico em sua carreira. “É o reconhecimento de que consegui ocupar esse espaço e contribuir para um ensino de Física mais crítico, acessível e atento ao papel da visualidade e da imaginação na aprendizagem.”

Texto: Beatriz Chetco