Debate Bibliográfico GEESPA: “O tempo da Escravidão”, de Saidiya Hartman – 31/03, 1h30, na sala 104 do Prédio Acadêmico

O Grupo de Estudos Sobre Escravidão e Pós-Abolição (GEESPA), convida a comunidade do campus Jaguarão a participar do Debate Bibliográfico. Debateremos o texto de Saidiya Hartman intitulado “O tempo da Escravidão”.
Acontecerá no dia 31 de março, terça-feira, às 17:30h, na sala 104 do prédio acadêmico.
Participem!

“Neste texto, Saidiya Hartman elabora questões sobre diáspora e luto a partir de sua visita ao Castelo da Costa do Cabo e ao Castelo de Elmina, em Gana, e à Casa dos Escravos, na Ilha de Gorée, no Senegal. Percebendo as articulações entre memória e turismo, a autora tensiona narrativas oficias e encenações do luto, considerando o tempo da escravidão como um evento contínuo que nos faz “contemporâneas das mortes”.”

Referência:
HARTMAN, Saidiya. O Tempo da Escravidão. Revista Periódicus, [S. l.], v. 1, n. 14, p. 242–262, 2021. DOI: 10.9771/peri.v1i14.42791. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/revistaperiodicus/article/view/42791

GEESPA: Roda de Conversa sobre o movimento “Coleção Batuque aprisionada na Alemanha: uma restituição simbólica” – 30/03, 19h, no Ilê Axé Mãe Nice D’Xangô

No dia 30 de março, será realizada a atividade da Roda de Conversa sobre o movimento “Coleção Batuque aprisionada na Alemanha: uma restituição simbólica”. Ocorrerá no Ilê Axé Mãe Nice D’Xangô às 19h. Teremos a presença de Vinicius Pereira de Oliveira (Vinicius de Aganju; Professor do IFSUL) e Lúcio Menezes Ferreira (professor e arqueólogo UFPel/UFRJ), que abordarão aspectos da Coleção e do contexto de luta pela sua repatriação.

Em 1880 chegou a Berlim um conjunto de 67 objetos sagrados ligados à comunidade afrodescendente do Rio Grande do Sul, resultado de um violento saque realizado pela polícia durante uma cerimônia de culto aos orixás. Algum tempo antes tais objetos foram parar nas mãos de Wilhelm (Guilherme) Pietzcker, um comerciante alemão e maçom com negócios nas cidades de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre que os comprou da Polícia e os doou para o recém fundado Museu Etnológico de Berlim onde permanecem até hoje aprisionados sob o nome de Coleção Pietzcker. Este movimento visa fomentar o debate sobre a restituição destes materiais, bem como evidenciar as conexões atlânticas da negritude do Rio Grande do Sul com espaços atlânticos como Salvador e África e a sua importância para o surgimento do Batuque de Nação.

Renomeação da Coleção: forma de descolonizar o olhar, não mais denominando-a com o nome de um dos seus usurpadores, mas sim com a referência à tradição manifestada pelos objetos→ COLEÇÃO BATUQUE

Reparação: os séculos de escravidão e crimes praticados contra a população africana na diáspora precisam de reparação, de forma que discutir a Coleção Batuque necessariamente passa por abordar o compromisso dos estados nacionais envolvidos na sua usuparção com políticas reparatórias.

Restituição e repatriação: discutir possibilidades de ações de restituição simbólica e repatriação da Coleção mediante um debate com setores diversos (comunidade afro religiosa, movimentos sociais, intelectualidade comprometida com a luta antirracista e demais interessados). A repatriação da Coleção para o solo gaúcho é um dos temas centrais a ser debatido visando propiciar acesso permanente à sua comunidade de origem.”

Pesquisa e Curadoria:
Lúcio Menezes Ferreira (professor e arqueólogo UFPel/UFRJ)
Vinicius Pereira de Oliveira (Vinicius de Aganju; Professor do IFSUL)
Jovani de Souza Scherer (Professor do Colégio Anchieta e doutorando em Hisória/UFRGS).
Fernanda Oliveira (Professora do Departamento de História/UFRGS)
Nina Fola (Mulher de Axé, Socióloga e Multiartista).
Imagens: reprodução de Lúcio Ferreira

Realização em Jaguarão: Ilê Axé Mãe Nice D’Xangô, Grupo de Estudos Sobre Escravidão e Pós-Abolição (GEESPA-UNIPAMPA), Clube 24 de Agosto, Rosas Negras, Neabi Neir Madruga Crespo – IFSUL, Neabi Mocinha – UNIPAMPA, LabPampa – Laboratório de Políticas e Produção Cultural do Pampa (UNIPAMPA).

Chamada de Artigos para o Dossiê Colonialismo e Genocídio na Palestina no Século XXI

O Laboratório de Estudos do Mundo Árabe e Islã (LEHMAI/História-UNIPAMPA) e o Grupo de Análise Estratégica Oriente Médio e África Muçulmana (GAE-OMAN/Relações Internacionais-UNIPAMPA), unem forças com colegas da Universidade de São Paulo (USP) e da Pontifício Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), para a construção de um Dossiê, na Missões – Revista de Ciências Humanas e Sociais/UNIPAMPA, que propõe um espaço de reflexão crítica sobre Ocupação e Genocídio na Palestina no Século XXI. O colonialismo de ocupação caracteriza-se pela imposição permanente de um poder externo sobre um território e sua população, por meio da expropriação da terra, da segregação espacial, da desigualdade jurídica e do controle militar. No século XXI, a Palestina permanece como um dos casos mais emblemáticos dessa forma de dominação, marcada por deslocamentos forçados, apagamento cultural e violência sistemática. Diante da intensificação dos acontecimentos na Faixa de Gaza e das disputas narrativas que obscurecem o contexto histórico do conflito, convidamos pesquisadoras e pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento a submeterem artigos que contribuam para o aprofundamento desse debate urgente.
As submissões devem seguir obrigatóriamente as normas estipuladas no template da revista: https://www.revistamissoeschs.com.br/missoes/templatesmissoes