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Viagem técnica a Porto Alegre conecta estudantes ao mercado de trabalho

Entre os dias 17 e 19 de maio, os corredores acadêmicos da Unipampa ganharam uma extensão prática nas ruas e redações da capital gaúcha. Estudantes dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda realizaram uma viagem técnica a Porto Alegre, uma iniciativa que uniu as duas graduações em uma imersão nos bastidores de grandes veículos, agências de comunicação e associação profissional.  As visitas aconteceram no Grupo RBS, Instituto Caldeira, Happy House e Associação Riograndense de Propaganda  (ARP). A jornada foi marcada por descobertas, superação de desafios logísticos e, acima de tudo, pela transformação de sonhos acadêmicos em objetivos profissionais para alunos de diferentes etapas da graduação.

Estudante após visita ao grupo RBS

Os bastidores de uma grande logística

Organizar uma atividade desse porte exige um esforço coletivo que começa muito antes do embarque. A professora Roberta Roos Thier, uma das responsáveis por guiar o grupo,  junto com o professor de Publicidade e Propaganda, João Antônio Gomes Pereira, destaca a complexidade de transformar o planejamento em realidade: “A organização de uma viagem como essa é desafiadora, pois precisamos conciliar a agenda dos locais visitados, a disponibilidade do transporte institucional, o calendário acadêmico e a viabilidade econômica para estudantes e professores”, explica a docente.

Apesar dos obstáculos, o saldo final superou as expectativas. Para a professora, o cansaço do planejamento é recompensado pelo impacto direto na formação dos discentes. “Valeu muito a pena. É extremamente gratificante acompanhar a realização dos alunos, a empolgação, as descobertas e o brilho no olhar. Saímos de lá com muito aprendizado e ainda mais fortalecidos na certeza da qualidade do nosso ensino na Unipampa.”

Um novo olhar sobre a capital e o futuro

Para quem já conhecia Porto Alegre, a viagem ofereceu lentes completamente novas. Foi o caso da estudante Heloisa Domingues, que está no 5º semestre. Ela ressalta o valor de vivenciar a cidade sob a ótica profissional, desde a sinergia na estrada até a chegada às agências e redações.

A troca de experiências começou ainda no transporte, com o grupo alinhando suas expectativas para o roteiro pensado exclusivamente para as duas profissões. “Entender como tudo aquilo que vemos diariamente na faculdade está sendo produzido dentro das redações, atrás das câmeras, dentro das agências, é mais que gratificante, é como se nosso sonho fosse ainda mais impulsionado”, relata Heloisa, que definiu a viagem como “um sopro de ar novo” para os futuros comunicadores.

Inspiração que transforma sonhos em metas

A imersão no cotidiano do jornalismo televisivo e corporativo causou um forte impacto nos participantes. Visitar locais de grande relevância estadual mudou a perspectiva de quem, até então, só consumia o conteúdo como espectador. Também no 5º semestre, a acadêmica Alice Coffi descreveu a sensação de pisar, pela primeira vez, nos cenários que moldam a informação diária do estado: “Conhecer um lugar que a gente só vê pela televisão foi surreal. Ver de perto como tudo funciona, as pessoas trabalhando sem parar para que o jornalismo continue chegando até nossas casas foi mais do que inspirador – foi o tipo de experiência que transformou meu sonho em objetivo.”

O empurrão final rumo ao mercado

Se para quem está no meio do curso a viagem abriu horizontes, para quem está na reta final a experiência funcionou como uma importante validação de carreira. A concluinte Kendra D’Ávila, que visitava a capital pela primeira vez, experimentou a possibilidade de conectar a teoria vista na Unipampa com a rotina acelerada do mercado durante os dois dias de atividades intensas. Para ela, as visitas abriram um leque de novas possibilidades na profissão. O contato com a agência Happy House, por exemplo, despertou seu interesse por áreas que antes não imaginava que chamariam sua atenção, como o endomarketing. Além disso, a passagem pela RBS TV foi descrita pela estudante como um momento marcante e enriquecedor, permitindo conhecer de perto os profissionais que fazem tudo acontecer, tanto na frente quanto atrás das câmeras. “Foi algo muito especial. Só tenho a agradecer aos professores pela experiência”, conclui Kendra, sintetizando o sentimento de um grupo que voltou para o campus com a bagagem cheia de conhecimento prático e os olhos fixos no futuro da comunicação.

Estudantes e professores a caminho de Porto Alegre para a viagem técnica dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda

Texto: Pâmela Anschau

Professor do Curso de Jornalismo da Unipampa São Borja debate com cientistas europeus

O professor titular do curso de Jornalismo na Unipampa, Geder Parzianello, participou na sexta-feira (22) de mais uma atividade em rede internacional de pesquisa, desta vez  com pesquisadores  de Münster, na Alemanha, durante a realização do evento “Linguistische Perspektiven auf Künstliche Intelligenz” (Perspectivas linguísticas da Inteligência Artificial).

Captura de tela de uma videoconferência realizada na plataforma Zoom. Na área principal e centralizada da tela, destaca-se em primeiro plano uma mulher jovem, de pele clara e cabelos castanhos presos para trás. Ela usa óculos de grau com armação fina e redonda, um blazer bege claro sobre uma blusa marrom, e está falando. O fundo do ambiente dela está intencionalmente desfocado, sugerindo uma sala residencial iluminada. No canto inferior esquerdo de sua janela, lê-se o nome "Celia Linnemann".Na parte superior da tela, há uma fileira horizontal com seis miniaturas de outros participantes da chamada de vídeo, todos em seus respectivos ambientes de trabalho ou residenciais. Da esquerda para a direita, aparecem: um homem jovem olhando para o lado; um homem mais velho de óculos e cabelos grisalhos; uma mulher de cabelos castanhos compridos; uma mulher de cabelos presos olhando para a câmera; uma mulher de óculos e blusa roxa; e um homem de barba e fones de ouvido voltado para uma tela lateral. No canto inferior direito da tela inteira, a barra de tarefas do Windows exibe o horário de 10:00 e a data de 22/05/2026.
Dra. Gesa Linnemann, na Alemanha, participa do evento internacional sobre Perspectivas linguísticas da Inteligência Artificial”
O professor Geder é fluente na língua alemã por influência materna e desde a sua infância, tendo estudado Língua Alemã por quatro anos nos cursos de Letras da PUCRS e da UFRGS, no final dos anos 1980, sendo que foi na própria UFRGS que ele começou o magistério dando aulas de alemão na universidade, ainda em 1988. Embora tenha experiência em outros idiomas, ele comenta que essa facilidade com a língua alemã foi decisiva na sua formação e na integração com pesquisadores na Alemanha, como nesses encontros em rede. Diplomado pelo Instituto Goethe de Munique, Geder Parzianello realizou estágio pós-doutoral em Estudos de Mídia na Universidade de Paderborn, contando com o apoio de bolsa Capes (2012-2013). Naquela mesma época, realizou também a sua atuação na Alemanha como professor visitante (Gastprofessur) na Universidade de Colônia.
Nos grupos com pesquisadores estrangeiros, ele explica, são tratadas em rede múltiplas perspectivas de investigações. “As abordagens são bastante técnicas, exigem leituras atualizadas e de ponta, ao passo que se tornam um excelente espaço de formação continuada”, disse o professor. Neste encontro com pesquisadores em Münster, ele debateu em alemão perspectivas teóricas e metodológicas de estudos transdisciplinares, os quais perpassam a atualidade do campo do jornalismo profissional como questões de linguagem e de uso da Inteligência Artificial (IA).
“Para mim, que não sou nenhum especialista em cultura do digital ou nas questões tecnológicas em geral, estes momentos são absolutamente pedagógicos”, comenta, dizendo que sempre aprende muito por meio destas redes. “É uma troca. Gosto de discutir as questões que implicam as transformações da IA nas rotinas de produção no Jornalismo, com suas várias implicações éticas, sociais, discursivas e filosóficas e que são fronteiras do conhecimento nas quais eu me sinto mais preparado do que discutindo a tecnologia em si, propriamente e que, aliás, eu nem saberia como debater”.
Geder Parzianello trabalha com ações de extensão, ensino e pesquisa na universidade, mas teve uma atuação também em gestão institucional entre 2008 e 2012, período no qual integrou o Grupo Gestor de Implantação da Unipampa, ajudando a estruturar a universidade formalmente criada em fevereiro de 2008. Atuou como pesquisador associado ao Centre d’Étude des Discours, Images, Textes, Écrits, Communication (Céditec), um núcleo de referência em análise de discurso da Universidade de Paris XII (UPEC, França), tendo sido pesquisador convidado na Università Degli Studi Roma Tre (Itália). Os encontros em rede de pesquisa mantêm, segundo ele, os seus contatos permanentes no exterior, seja de modo presencial ou de forma remota, ampliando sempre mais essa sua experiência internacional.”
Texto: Maicon de Matos Mendes

Acolhida marca início do semestre no curso de Jornalismo da Unipampa

Por Maicon Schlosser

O curso de Jornalismo da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) realizou, na quarta-feira (11), uma atividade de acolhida para os novos estudantes no campus São Borja. O encontro reuniu docentes, alunos veteranos e representantes de iniciativas estudantis, como o Diretório Acadêmico de Jornalismo (Dajor) e o Programa de Educação Tutorial, o PET – História da África, em um momento de integração, apresentação e diálogo com os ingressantes.

Durante a atividade, professores do curso tiveram a oportunidade de se apresentar aos novos alunos e compartilhar informações sobre a formação e as possibilidades oferecidas pela graduação. 

Segundo a coordenadora do curso, professora Sara Feitosa, o momento tem papel importante na integração entre quem chega à universidade e a comunidade acadêmica já estabelecida. Atualmente, o curso conta com 16 ingressantes. “Esse é um momento muito interessante porque integra quem está chegando na universidade com quem já está aqui, tanto professores quanto alunos e alunas de outros anos. É um momento de socialização, confraternização e integração”, destacou.

Presente desde a implantação do curso, o professor Geder Luis Parzianello ressaltou a importância do crescimento da turma e relembrou a trajetória da graduação. “A gente viu esse curso nascer. No começo não tínhamos estúdio de televisão nem de fotografia, e tudo foi sendo construído junto. Hoje os estudantes chegam com outra estrutura e muito mais condições”, afirmou. 

Para o docente, a formação jornalística vai além da prática técnica. “O jornalista constrói realidades, transforma comunidades. Por isso precisamos de profissionais bem formados, com visão política, cultural e social.”

Representantes do Diretório Acadêmico de Jornalismo (DAJOR) também conversaram com os ingressantes e apresentaram o papel do diretório acadêmico na vida universitária. De acordo com a Presidente do Diretório, Pauline Gonçalves, a iniciativa busca orientar e acolher quem está começando a graduação. 

“O Dajor é uma porta de acolhimento para os ingressantes. A gente sabe que quem chega muitas vezes está perdido, então queremos ser um canal para tirar dúvidas, orientar e ajudar nesse processo”, explicou.

Entre os novos alunos, a recepção foi vista como um incentivo para o início da jornada acadêmica. O calouro Luiz Fernando, de 17 anos, natural do interior de São Paulo, destacou a experiência de participar do primeiro encontro com professores e colegas. 

“Achei o máximo a acolhida de hoje. Os professores são super legais e acredito que vai ser um conhecimento muito grande para quem gosta de comunicação”, disse. 

O estudante contou que decidiu vir para a Unipampa após ser aprovado pelo Sisu: “Eu agarro muito as oportunidades. Passei e resolvi tentar. Acho que vai ser uma grande oportunidade na minha vida.”

A acolhida marca o início de um novo semestre no curso, reforçando o compromisso da graduação em promover integração, troca de experiências e formação qualificada para os futuros profissionais do jornalismo.

3ª Mostra i4 Documenta chega ao fim com exibição de três documentários

 

(O evento reuniu estudantes, professores e membros da comunidade externa,incluindo fontes dos documentários – Foto por Jonatan Soares)

Por Gabriela Antunes e Sara Feitosa

A terceira edição da Mostra i4 Documenta, iniciativa que busca dar visibilidade às produções audiovisuais documentais independentes desenvolvidas na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), ocorreu na noite desta quinta-feira, 13 de novembro, na JEF Cinema. O evento teve forte presença do público e se fortaleceu como um espaço de valorização das produções realizadas pelos discentes do Campus São Borja. O evento teve apoio financeiro do Programa de Fomento às Atividades Culturais e Criativas (PROACC), da Pró-reitoria de Extensão e Cultura da Unipampa.

Nesta edição, foram exibidos os documentários “São Donato: Memórias e Legado de uma Reserva Biológica”, por Arthur Fascina; “Travessia”, por Gabriel Maia; e “Aguyje”, realizado pelos estudantes Bárbara Mendes, Danilo Oliveira, Elis Regina Madeira, Mariana Erthal e Gustavo Bragança. A mediação da Mostra foi conduzida por Ivo Schergl Jr., formado em Cinema pela PUC-RS e gestor cultural da Sociedade Cultural João Escobar Filho (JEF). A apresentação ficou a cargo da professora do curso de Jornalismo da Unipampa e coordenadora do evento, Sara Feitosa.

Para o estudante Danilo Oliveira, que participou das três edições da Mostra, a iniciativa é fundamental para incentivar a produção e o consumo de cultura na cidade. Ele esteve presente como ouvinte na primeira edição, como organizador na segunda e, na terceira, como exibidor do documentário Aguyje, produzido em 2024. Sobre o evento, afirma: “É bastante importante esse tipo de evento em São Borja para mostrar o que os estudantes de São Borja produzem. Além disso, ele incentiva as pessoas a consumirem cultura. Então o evento se torna importante para fomentar essa cultura do audiovisual aqui em São Borja, algo que ainda é muito pouco.”

Danilo também destacou que o evento promove uma sensação de reconhecimento: “A gente colocou muito empenho e levou tempo para desenvolver o documentário. É gratificante ver que as pessoas reconhecem nosso trabalho. Fico feliz por ter recebido o convite da professora Sara Feitosa para participar da Mostra.”

Para a estudante Regiane Cordova, que participou como ouvinte pela primeira vez da Mostra i4 Documenta, o evento foi emocionante, sobretudo porque os documentários abordam temas relacionados à região: “Os três documentários me agregaram muito, porque são assuntos relevantes, que trazem uma boa reflexão sobre temas que são muito importantes para a gente. São conteúdos que mexem com as pessoas. Eu acho válido que toda a comunidade assista.”

Ela também ressaltou o papel da Mostra na aproximação entre universidade e comunidade: “Os alunos produzem trabalhos de muita qualidade, mas geralmente as nossas produções ficam muito presas dentro da universidade e precisamos mostrar elas para a comunidade são-borjense. Acredito que o evento ajuda muito nessa valorização e visibilidade dos nossos trabalhos.”

A terceira edição da Mostra i4 Documenta foi encerrada com a entrega de brindes para os participantes, além de um coffee break de confraternização. E para aqueles que não conseguiram participar do evento, os três documentários exibidos serão disponibilizados no perfil do Instagram da i4 Plataforma de Notícias (@i4noticias). Na página também será possível encontrar informações sobre quem produziu cada obra.

A organização da Mostra i4 Documenta agradece a presença do público e o apoio de todos que contribuíram para a realização da terceira edição do evento.

Atualizando sobre a Mostra

A programação do dia 12 de novembro, que incluiria um workshop e a exibição de filmes-ensaio, foi suspensa. Com isso, as atividades se concentram na noite do dia 13, quando serão apresentados três documentários produzidos por estudantes e egressos do curso de Jornalismo da Unipampa.

 

DOCUMENTÁRIOS PRODUZIDOS POR ALUNOS DA UNIPAMPA SERÃO EXIBIDOS NA MOSTRA I4 DOCUMENTA

 

Por Gabriela Antunes e Sara Feitosa

 

A 3ª Mostra i4 Documenta, que tem como objetivo dar visibilidade às produções audiovisuais realizadas por estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), acontece no dia 13 de novembro, na Sociedade Cultural João Escobar Filho (JEF). O evento é parte das atividades do projeto de extensão i4 Documenta, coordenado pela  professora da Unipampa, Sara Alves Feitosa. A ação conta com o apoio da JEF Cinema e a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), e será aberto a toda a comunidade.

A programação do dia 12 de novembro, que incluiria um workshop e a exibição de filmes-ensaio, foi suspensa. Com isso, as atividades se concentram na noite do dia 13, quando serão apresentados três documentários produzidos por estudantes e egressos do curso de Jornalismo da Unipampa.

A mediação será conduzida pelo gestor cultural da Sociedade Cultural João Escobar Filho (JEF), Ivo Schergl Jr e a exibição de três documentários. O primeiro, denominado “Travessia”, aborda as vivências e resistências das pessoas trans na região de fronteira oeste, refletindo sobre imagem e representações. Segundo o egresso do curso de Jornalismo Gabriel Maia, que produziu o documentário, o nome “Travessia” foi inspirado em um texto de Paul Preciado, que relacionou o reconhecimento de gênero a uma travessia de fronteiras.

Em seguida, será exibido “São Donato: Memórias e Legado de uma Reserva Biológica”, produzido por Arthur Fascina, também egresso do curso. A obra explora a história da Reserva Biológica do São Donato, localizada na região oeste do estado, abrangendo municípios como Itaqui e Maçambará. A reserva foi criada com o objetivo de proteger as zonas úmidas da região, porém, nos últimos anos vem enfrentando um forte desmatamento com a extração ilegal de madeiras e a drenagem do solo alagado para o cultivo de arroz e criação de gado. O documentário busca mostrar esses desafios de forma cronológica e ressaltar a importância da preservação da reserva.

Encerrando a programação, será exibido o documentário “Agyuje”, produzido pelos discentes Bárbara Mendes, Danilo Oliveira, Elis Regina Rodrigues, Gustavo Bragança e Mariana Erthal, em 2024, trazendo como tema a história dos povos Guaranis na Fronteira Oeste, abordando a dizimação desses povos e a resistência para a preservação da cultura.

Além das exibições, a Mostra contará com sorteio de brindes e certificação de horas de extensão para todos os participantes. Então participe e prestigie as produções dos estudantes da Unipampa!

 

Data: 13 de novembro.

Hora: A partir das 19h.

Endereço: Rua General Marques, 728, Sala 07 – Centro São Borja/RS.

 

Prestigie a mostra de filmes

DOCUMENTÁRIOS PRODUZIDOS POR ALUNOS DA UNIPAMPA SERÃO

EXIBIDOS NA MOSTRA I4 DOCUMENTA

A 3ª Mostra i4 Documenta, que tem como objetivo dar visibilidade às produções audiovisuais realizadas por estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), acontece nos dias 12 e 13 de novembro, na Sociedade Cultural João Escobar Filho (JEF). O evento é parte das atividades do projeto de extensão i4 Documenta, coordenado pela  professora da Unipampa, Sara Alves Feitosa. A ação conta com o apoio da JEF Cinema e a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), e será aberto a toda a comunidade.

O primeiro dia contará com um workshop ministrado pela professora e pesquisadora em consumo e recepção de cinema Dafne Pedroso, além da exibição de filmes-ensaio produzidos pelos estudantes do 6º semestre de Jornalismo, na disciplina de Produção de Documentário.

A programação do segundo dia contará com a mediação do gestor cultural, da Sociedade Cultural João Escobar Filho, Ivo Schergl Jr e a exibição de três documentários. O primeiro, denominado “Travessia”, aborda as vivências e resistências das pessoas trans na região de fronteira oeste, refletindo sobre imagem e representações. Segundo o egresso do curso de Jornalismo Gabriel Maia, que produziu o documentário, o nome “Travessia” foi inspirado em um texto de Paul Preciado, que relacionou o reconhecimento de gênero a uma travessia de fronteiras.

Em seguida, será exibido “São Donato: Memórias e Legado de uma Reserva Biológica”, produzido por Arthur Fascina, também egresso do curso. A obra explora a história da Reserva Biológica do São Donato, localizada na região oeste do estado, abrangendo municípios como Itaqui e Maçambará. A reserva foi criada com o objetivo de proteger as zonas úmidas da região, porém, nos últimos anos vem enfrentando um forte desmatamento com a extração ilegal de madeiras e a drenagem do solo alagado para o cultivo de arroz e criação de gado. O documentário busca mostrar esses desafios de forma cronológica e ressaltar a importância da preservação da reserva.

Encerrando a programação, será exibido o documentário “Agyuje”, produzido pelos discentes Bárbara Mendes, Danilo Oliveira, Elis Regina Rodrigues, Gustavo Bragança e Mariana Erthal, em 2024, trazendo como tema a história dos povos Guaranis na Fronteira Oeste, abordando a dizimação desses povos e a resistência para a preservação da cultura.

Além das exibições, a Mostra contará com sorteio de brindes e certificação de horas de extensão para todos os participantes. Então participe e prestigie as produções dos estudantes da Unipampa!

 

Data: 12 e 13 de novembro.

Hora: A partir das 19h.

Endereço: Rua General Marques, 728, Sala 07 – Centro São Borja/RS.

Texto: Gabriela Antunes e Sara Feitosa

 

Instituto Fala proporciona oficina sobre ferramentas digitais para alunos de Jornalismo

Nos dias 21 e 22 de outubro, estudantes do curso de Jornalismo terão a oportunidade
de participar de uma atividade prática com o jornalista Ariel Freitas, especialista em
checagem de informações.

Os alunos do 2o e 5o semestre de Jornalismo dos componentes de Apuração e Redação
Jornalística II e de Jornalismo de Dados, ministrados pela professora Alciane Baccin, e os
integrantes da i4 Agência Experimental de Notícias da Unipampa Participam, nos dias 21 e 22 de outubro de uma oficina sobre “Uso de ferramentas digitais do Google em práticas jornalísticas”. A atividade será ministrada pelo jornalista Ariel Freitas, profissional com mais de 10 anos de experiência na área e atuação destacada em jornalismo comunitário e checagem de desinformação.

Natural de Porto Alegre, Ariel iniciou sua trajetória no Morro Santana, onde teve seu
primeiro estágio, e desenvolveu um interesse particular pelo jornalismo de causa que tem como foco pautas com impacto social. Ao longo da carreira, atuou em diferentes meios de comunicação, transitando entre o jornalismo independente e o tradicional, e atualmente trabalha no Estadão, na área de checagem de informações.
Entre as experiências marcantes de sua trajetória, está a cobertura da pandemia, realizada nos três estados do Sul pelo Instituto Marielle Franco, quando destacou vitórias coletivas e ações de instituições que atuaram com doações de álcool em gel e máscaras.

Ariel comenta que essa vivência diversa o ajudou a moldar sua percepção profissional. “No jornalismo independente, a liberdade de pautas é maior, é possível introduzir seus próprios interesses. Já no tradicional, existe um manual e um formato mais padronizado, as pautas são mais engessadas, presas a um nicho. Isso mudou minha percepção”, destacou.

A oficina é promovida pelo Instituto Fala, que é uma organização sem fins lucrativos
fundada por quatro mídias independentes referências no jornalismo de causas: Alma Preta, Marco Zero Conteúdo, 1 Papo Reto e Ponte Jornalismo. O Instituto ainda realiza
treinamentos relacionados ao fazer jornalístico em parceria com a Google News Initiative, desde 2024. Em parceria com a Unipampa, promove a oficina, que ocorre em dois dias (21 e 22 de outubro), sobre o uso de ferramentas digitais do Google. Esta será a primeira edição, ministrada por Ariel Freitas sobre o tema, e a expectativa é positiva, especialmente para os alunos mais avançados no curso. “Para quem já está no quinto semestre, é interessante porque já começa a olhar para o mundo do trabalho e pensar em como consolidar sua carreira escolhendo seus interesses. Muitas vezes, é difícil ter acesso a iniciativas e trocas de grandes mídias em cidades do interior, então proporcionar isso tem um grande significado”, afirma Ariel.

Durante os dois dias de atividade, os participantes terão contato com ferramentas como
Gemini, Google Trends e com processos de checagem aplicados dentro dessas
plataformas. Além da parte técnica, a oficina também pretende fomentar uma reflexão
crítica sobre o uso dessas tecnologias no cotidiano profissional. Segundo Ariel, muitos
jornalistas em formação confiam excessivamente na inteligência artificial e não desenvolvem uma visão crítica sobre seu uso. Por isso, a proposta do Instituto Fala, em parceria com o jornalista, é preparar novos comunicadores para o mercado, incentivando que trabalhem em conjunto com as ferramentas digitais, sem depender exclusivamente delas para a produção de conteúdo e definição de pautas.

A professora Alciane destaca que a parceria da Unipampa com o Instituto Fala/Google
enriquece a formação dos estudantes de Jornalismo, pois promove a troca entre a
academia e profissionais que estão no mercado. “Saber usar de maneira ética as
ferramentas digitais é um dos grandes desafios dos futuros profissionais. Essa oficina
proporciona isso e a oportunidade de aprender e refletir sobre práticas jornalísticas, levando em conta o Jornalismo comprometido com as causas sociais”, salienta a professora.

Texto: Heloisa Teixeira Domingues, bolsista da Coordenação do Curso

Aluno do Jornalismo conquista vaga em concurso da RBS

Gustavo Ribeiro passou para segunda fase do ‘Primeira pauta’ 

Gustavo Ribeiro, conhecido entre os estudantes da Unipampa como “Pelotas” , nasceu apaixonado pelo futebol. Assim como muitos, sonhava em viver a emoção dos gramados. No entanto, o destino reservava para ele um caminho diferente: transmitir essa emoção para aqueles que desejam ver o time do coração em campo.

Desde sempre, Gustavo se interessou pela área da comunicação, almejou a profissão. Ele conta que escolheu o jornalismo ainda muito cedo, na Copa de 2010, e começou a acompanhar o esporte com atenção. Ao concluir o ensino médio, passou a tentar ingressar no curso de Jornalismo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em sua cidade natal. “Sempre batia na trave”, relembra. Foram cinco anos de tentativas, até que, no SISU de 2020, descobriu o curso em São Borja, aplicou e conseguiu sua tão sonhada vaga na comunicação, dando o pontapé inicial rumo ao seu sonho. Gustavo afirma que tinha certeza da escolha profissional. Chegou a tentar outros cursos, Hotelaria e Educação Física, mas sabia que não era isso que desejava seguir.

Atualmente no sexto semestre, ele deu um passo importante em sua trajetória profissional e pessoal. Desde que chegou a São Borja, em 2022, e conheceu o Primeira Pauta, tem se inscrito no concurso que proporciona uma experiência imersiva no Grupo RBS. Nenhuma das tentativas anteriores foi bem-sucedida, o que gerava desânimo, mas não tirava sua esperança. Neste ano, Gustavo adotou uma abordagem diferente, decidiu contar sua trajetória na comunicação e apresentar algumas de suas produções, tanto independentes em seu canal no YouTube quanto realizadas no Pampa News webtelejornalismo da Unipampa, e na Rádio Unipampa.  A inspiração para o formato escolhido veio de dentro dos muros da própria universidade, o egresso Micael dos Santos Olegário, que chegou ao Top 15 em 2022.

A notícia de que havia sido aprovado na primeira fase do Concurso do Grupo RBS veio da melhor forma possível, pois foi sua mãe que ouviu o nome dele na televisão e ligou para lhe avisar. “Quando entrei no Globoplay e vi meu nome, minhas pernas fraquejaram. Foi um mix de sentimentos, semelhante ao dia em que entrei aqui”, relembra. Depois de muitas tentativas, Ribeiro alcançou o que desejava e sente que está um passo mais próximo do sonho de criança. “É um pequeno passo para mim profissionalmente, mas um grande passo como pessoa”, destaca. Agora, ele se prepara para a segunda fase do concurso, que consiste em uma redação, e está ansioso pelo resultado. Gustavo ressalta que os projetos que compõem o curso como a Agência de Notícias I4, o Pampa News e a Rádio Unipampa tiveram grande importância na sua formação e foram um diferencial na classificação, pois o prepararam melhor como profissional.

Gustavo reforça: “Quero levar o nome da universidade mais longe, mostrar que bons profissionais estão se formando aqui”. Sua expectativa é de que tudo dê certo e que um dia possa integrar o Grupo RBS, conclui.

link do vídeo de inscrição:vídeo

Texto: Heloisa Teixeira Domingues, bolsista da Coordenação do Curso

Imagens: Heloisa Teixeira Domingues

Saúde mental no Jornalismo

Diretora sindical falou a futuros jornalistas na Unipampa

O Curso de Jornalismo da Unipampa recebeu a fala de Mônica Cabañas Guimarães, jornalista, escritora, terapeuta ericksoniana e diretora do SindJoRS, nesta segunda-feira (07), para uma reflexão sobre a função dos jornalistas na sociedade, falando de questões como saúde mental e que envolvem a profissão, mas também sobre sua atuação profissional no exterior.

“Jornalistas são como beija-flores”, disse a palestrante, que abriu com esta frase o encontro virtual promovido pela Coordenação do Curso, em conjunto com o Diretório Acadêmico (Dajor) e o Sindicato dos Jornalistas do RS. Gaúcha e morando na Suíça, Mônica se empenhou em explicar o elo do profissional com a sociedade e abordou o exercício profissional do jornalismo em muitas direções. Disse que é função do jornalista traduzir o mundo para que a grande maioria das pessoas tenham acesso direto ao que está acontecendo e para que entendam por onde e como se posicionar diante dos acontecimentos.

Nas suas palavras, “por mais que seja algo bonito de se fazer, ser jornalista é algo que não se separa da pessoa. Existe uma linha muito tênue entre profissão e vida pessoal e isso afeta o psicológico de muitos que têm a missão de noticiar e trabalhar com eventos traumáticos, sendo também afetados e atravessados por eles”. Mônica Guimarães comentou sobre os índices de assédio moral e ataques à imprensa e que, segundo ela, são preocupantes.

Conforme dados trazidos por ela da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), em 2024, o número de ataques contra jornalistas caiu para 144 casos, o menor número registrado nos últimos seis anos. Isso representou uma diminuição considerável em relação ao auge da violência contra jornalistas registrados nos anos do governo Bolsonaro (PL). Ainda assim, são números expressivos, disse ela, sem contar os casos de burnout, já que a profissão expõe os profissionais à alta competitividade, pressão constante, longas jornadas e à exposição a notícias negativas e traumáticas, bem como a sobrecarga de produção.

Em sua fala, a palestrante alertou ainda que, mais do que cuidar do mundo, o jornalista deve olhar para si. Disse que mesmo sendo esta uma profissão desafiadora, escolheu o jornalismo porque queria mudar o mundo e o fez a sua maneira. Trabalhou no governo, tem papel importante no Sindicato dos Jornalistas, é correspondente do Brasil de Fato em Genebra, onde atualmente reside.

E foi além: apaixonada pelas Letras, não contribui com o mundo somente por meio das notícias. Tornou-se escritora no período em que viveu no México, onde fez um mestrado voltado à terapia ericksoniana . Entre suas produções, escreveu “As aventuras de Nico e Frida”, livro infantil que aborda temas como medo, bullying e eventos climáticos.

Alana Silvestre, aluno do curso e que ingressou no segundo semestre de 2025/2, disse que apreciou muito a troca com a palestra de Mônica Guimarães. Segundo ela,  “foi muito enriquecedora. Entender como podemos atuar fora do país e como as principais engrenagens públicas aqui precisam do jornalista foi bem interessante.”

Mônica relatou que sua experiência na assessoria do INSS foi também uma das que mais a ensinou sobre o comprometimento com a verdade e a importância de entender o máximo de lados de um mesmo fato.

Texto: Heloisa Teixeira Domingues, bolsista da Coordenação do Curso