Bastidores do fotojornalismo: Renan Mattos, da GZH, compartilha experiências com alunos de Comunicação

A fotografia jornalística se valoriza quando é atravessada por olhares sensíveis e dotados de subjetividade artística. Essa foi a premissa que norteou o bate-papo entre a turma de Comunicação e Criatividade e Renan Mattos, repórter fotográfico do jornal Zero Hora – GZH. Natural de Santo Ângelo, Renan é bacharel em Jornalismo pela UNIFRA, de Santa Maria. Antes de ingressar no principal veículo jornalístico do estado, atuou em assessoria de comunicação e no grupo Diário de Santa Maria.

Mattos compartilhou histórias sobre algumas das principais coberturas que realizou durante sua carreira: enchentes de 2024, julgamento da Boate Kiss, dupla grenal etc. Além disso, pôde responder a questionamentos da turma e falar sobre o processo de desenvolvimento de um olhar fotográfico autoral, sensível e jornalisticamente apurado. A atividade encerrou um ciclo de oficinas em diferentes linguagens que passou, também, pela escrita criativa e colagem.

 

Projeto VerdadeiraMente promove debate sobre desinformação, saúde mental e comunicação na Unipampa

Evento reuniu docentes, estudantes e comunidade acadêmica para discutir os impactos da desinformação na saúde mental e destacar o papel da universidade na aproximação entre ciência e sociedade.
“O projeto VerdadeiraMente promoveu, no Campus São Borja da Unipampa, um debate sobre desinformação, saúde mental e comunicação, aproximando universidade e comunidade”
A desinformação tem impactado diferentes aspectos da vida em sociedade, especialmente quando envolve temas relacionados à saúde mental. Para discutir esse cenário e aproximar o conhecimento científico da comunidade, o projeto de extensão VerdadeiraMente promoveu um encontro no Campus São Borja da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), reunindo docentes, estudantes e público em um debate sobre comunicação, saúde mental e o papel do jornalismo no enfrentamento às informações falsas.
A atividade contou com a participação da professora Luciana Carvalho, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Indústria Criativa (PPGCIC/Unipampa), coordenadora do projeto, e do professor substituto do curso de Jornalismo da Unipampa, Rômulo Tondo, editor do núcleo criativo do VerdadeiraMente.
Além de ampliar a discussão sobre um tema de interesse público, a iniciativa reforça o compromisso do curso de Jornalismo com a integração entre ensino, pesquisa e extensão, aproximando estudantes da prática profissional e fortalecendo a relação entre universidade e comunidade.
Para o professor Rômulo Tondo, o enfrentamento à desinformação exige uma atuação conjunta entre jornalistas e pesquisadores de diferentes áreas, para que o conhecimento científico seja traduzido de forma acessível à população.
“Nós, enquanto jornalistas, enquanto comunicadores, temos a nossa função, que é de disseminar essa informação correta para a população, mas a gente não detém o conhecimento da área da saúde. Se a gente não se unir com os nossos pares, que são professores da outra área, a gente não vai cumprir com a nossa principal função”, afirmou.
Segundo o docente, essa aproximação torna-se ainda mais necessária diante do crescimento da desinformação sobre saúde mental e de seus impactos no cotidiano das pessoas.
“Hoje enxergamos diferentes relações entre desinformação e saúde mental. Existe a desinformação sobre saúde mental e a desinformação em qualquer área também pode afetar o bem-estar das pessoas. E quem vive situações de maior vulnerabilidade emocional tende a estar mais exposto a esse tipo de conteúdo”, completou Rômulo.
Nesse contexto, projetos de extensão cumprem um papel estratégico ao aproximar a universidade da sociedade e estimular o pensamento crítico.
“A gente fazer isso que a gente está fazendo agora. É tentar falar com as pessoas, tentar ir para a comunidade e levar um conhecimento que é não tão comum, mas que vai auxiliar essas pessoas a terem uma capacidade de discernimento sobre o que é verdadeiro e o que é falso”, concluiu.
Formação para além da sala de aula
A realização do VerdadeiraMente também evidencia como a formação oferecida pelo curso de Jornalismo da Unipampa prepara estudantes e egressos para atuar em iniciativas de impacto social. Integrante da equipe do projeto, a egressa Ana Isabel da Silva afirma que as experiências vividas durante a graduação foram fundamentais para sua trajetória profissional.
“O curso me preparou enquanto jornalista porque sempre incentivou a sair da sala de aula para colocar em prática o que aprendíamos. Trabalhamos com escrita, rádio, televisão, pesquisa e produção, e isso amplia nossa formação”, destacou.
Segundo Ana Isabel, foi durante a graduação que ela se aproximou das ações voltadas à saúde mental e passou a se interessar pelas pesquisas sobre desinformação, área em que continua atuando.
Ela destaca que a integração entre ensino, pesquisa e extensão é um dos principais diferenciais da formação oferecida pela Unipampa.
“A Unipampa nos forma como profissionais com um olhar para o ensino, a pesquisa e a extensão. Essa integração reflete diretamente na nossa atuação enquanto jornalistas”, declarou.
Para a egressa, discutir temas como desinformação e saúde mental fora dos espaços acadêmicos é uma responsabilidade compartilhada entre universidade e jornalismo.
“Eu vejo isso como extremamente necessário. O jornalismo tem esse papel social. A gente tem que ir para as comunidades, conversar com as pessoas e, parafraseando a Eliane Brum, ‘sujar os sapatos’. A gente precisa conhecer as comunidades e as pessoas”, afirmou.
Ao participar de iniciativas como o VerdadeiraMente, o curso de Jornalismo da Unipampa reafirma seu compromisso com uma formação que articula ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para aproximar a produção científica da sociedade e fortalecer o debate público qualificado sobre temas de interesse coletivo.
Foto: Maicon de Matos Mendes
Texto: Maicon de Matos Mendes

Coordenação de Jornalismo realiza roda de conversa sobre o Programa Unipampa Cidadã

Na última quarta-feira, 24 de junho, a coordenação e a supervisão de extensão do curso de Jornalismo promoveram uma roda de conversa com os discentes para debater o Programa Unipampa Cidadã. O encontro teve como objetivo principal esclarecer o funcionamento do programa e incentivar a participação dos estudantes em ações extensionistas.

O evento contou com os relatos dos acadêmicos Caio Marfiz e Kendra D’Avila, que compartilharam suas experiências práticas na execução de projetos vinculados ao programa. Suas vivências serviram de inspiração e ilustraram o impacto da extensão na formação acadêmica e comunitária.

Durante a atividade, os alunos presentes puderam interagir diretamente com a coordenação, tirando dúvidas práticas sobre o planejamento e a execução de suas próprias ações de extensão previstas para o segundo semestre de 2026.

Momento de reflexão e troca de experiências durante a roda de conversa do programa Unipampa Cidadã.

Cinema impulsiona produção acadêmica e debate social no curso de Jornalismo

Professor de Jornalismo fortalece ensino, pesquisa e extensão por meio do cinema

 

Alunos do curso de Jornalismo participam de atividade cinematográfica coordenada pelo professor Alexandre Rossato Augusti.
O cinema tem sido uma das principais ferramentas utilizadas pelo professor Alexandre Rossato Augusti para aproximar estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), campus São Borja, da pesquisa científica, da extensão universitária e da reflexão sobre temas sociais, culturais e contemporâneos. Ao longo do primeiro semestre de 2026, o docente coordenou projetos que resultaram na produção de artigos acadêmicos, exibições de filmes e debates voltados à formação crítica dos estudantes.
Com atuação na área dos estudos audiovisuais há mais de uma década, Alexandre desenvolve o projeto de pesquisa “A perspectiva hedonista no cinema: beleza, prazer e outros enfoques em narrativas clássicas e contemporâneas”, iniciativa que investiga como diferentes formas de prazer são representadas nas narrativas cinematográficas. Segundo o professor, o tema do hedonismo é o foco central de suas pesquisas desde a conclusão do doutorado em Comunicação.
O projeto reúne estudantes interessados em analisar filmes e documentários sob diferentes perspectivas teóricas. Conforme Alexandre, a proposta busca oferecer aos participantes uma experiência de iniciação científica que contribua para o desenvolvimento de pesquisas, participação em eventos acadêmicos e produção de artigos com potencial de publicação.
Neste semestre, foram concluídos dois trabalhos científicos desenvolvidos por alunos vinculados ao projeto. O primeiro, “O Prazer da Gula: uma análise do hedonismo materialista de Michel Onfray presente na narrativa fílmica de ‘Estômago’”, foi produzido por Alexandre Rossato Augusti e Jonatan Mancias Soares. A pesquisa analisa o filme brasileiro Estômago a partir da relação entre prazer, alimentação e a filosofia hedonista de Michel Onfray.
De acordo com o professor, o trabalho surgiu do interesse do estudante em aprofundar uma temática específica dentro dos estudos do hedonismo. Alexandre avalia que a pesquisa trouxe uma abordagem original sobre um filme relevante do cinema nacional e permitiu explorar um tema ainda pouco estudado sob essa perspectiva.
O segundo artigo finalizado foi “O Prazer e as Drogas: uma leitura do filme ‘Meu Nome Não é Johnny’ pela ótica do hedonismo”, assinado por Ana Carolina Conceição, Gabriela Antunes, Regiane Cordova e Alexandre Rossato Augusti. O estudo investiga como a busca pelo prazer é retratada na narrativa do filme, especialmente em sua relação com o consumo de drogas e seus impactos individuais e sociais.
Segundo Alexandre, o trabalho demonstra como os estudos de cinema dialogam com diferentes áreas do conhecimento. “A comunicação tem isso. Ela traz essas intersecções com campos como sociologia e psicologia”, observa o professor ao comentar a pesquisa desenvolvida pelas estudantes.
Além da pesquisa, Alexandre coordena o projeto de extensão Sessão Pipoquinha, iniciativa tradicional do campus São Borja criada pela professora Mara Ribeiro e mantida há vários anos com a participação de docentes e estudantes. O projeto promove exibições gratuitas de filmes seguidas de debates, utilizando o cinema como instrumento de reflexão e diálogo com a comunidade acadêmica.
Atualmente, a ação conta com a colaboração dos estudantes voluntários Alice Goulart Coffi e Samuel Plates Munhoz. As sessões são realizadas principalmente no auditório do campus, embora também já tenham ocorrido em outros espaços da universidade.
Neste semestre, foram exibidos os filmes Buy Now, documentário que discute os mecanismos do consumo contemporâneo e seus impactos na sociedade, e Blade Runner, clássico da ficção científica utilizado como ponto de partida para debates sobre tecnologia, inteligência artificial e comportamento humano. Após as exibições, os participantes foram convidados a discutir os temas abordados nas obras.
Para Alexandre, o cinema ocupa um papel importante na formação universitária por possibilitar o contato com a arte e estimular reflexões sobre questões que atravessam a sociedade. O professor destaca que uma formação mais ampla passa necessariamente pela experiência artística e pela capacidade de interpretar diferentes representações da realidade.
“A partir da representação fílmica, nós temos condições de tratar temas clássicos que sempre serão importantes e também problemas contemporâneos da nossa época”, afirma. Segundo ele, o cinema permite que estudantes vivenciem a arte não apenas como entretenimento, mas também como ferramenta de aprendizado, formação profissional e debate educativo.
Ao integrar ensino, pesquisa e extensão, as iniciativas coordenadas por Alexandre Rossato Augusti reforçam o papel do cinema como espaço de produção de conhecimento, desenvolvimento acadêmico e formação crítica no curso de Jornalismo da Unipampa.
Texto: Maicon de Matos Mendes
Imagens: Milene Marchezan

UNIPAMPA recebe o jornalista Micael Olegário para debater cobertura socioambiental e COP30

O jornalista Micael Olegário participou, nesta terça-feira (09), do bate-papo “Do estágio à COP30: os caminhos do Jornalismo Ambiental no mercado”, promovido pelo curso de Jornalismo da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), com apoio do Diretório Acadêmico de Jornalismo. A atividade reuniu estudantes para discutir trajetórias profissionais, mercado de trabalho e os desafios da cobertura de pautas ambientais.

Egresso da UNIPAMPA e atualmente repórter do projeto #Colabora – Jornalismo Sustentável, Olegário compartilhou experiências de sua trajetória profissional, desde a graduação até a atuação em veículos especializados em temas socioambientais. O encontro foi mediado pela professora Alciane Baccin e pela coordenadora do curso, professora Sara Feitosa.

Fotografia em plano médio, de ângulo levemente baixo, registrando uma palestra no Curso de Jornalismo da UNIPAMPA. Em primeiro plano, vê-se a parte de trás da cabeça de uma pessoa com cabelos loiros longos, assistindo ao evento. À esquerda, destaca-se um banner vertical branco com o logotipo azul do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Pampa. Ao fundo, três pessoas estão sentadas atrás de uma mesa comprida com toalha verde sobre um palco. Um homem à direita fala ao microfone. Atrás deles, na parede, uma tela de projeção verde exibe o título "Jornalismo (socio)ambiental" e três tópicos em tópicos sobre o assunto.
Mesa de debate sobre jornalismo socioambiental na UNIPAMPA reúne professores e estudantes para debater os desafios da cobertura climática no mercado de trabalho. Da esquerda para a direita: participantes da mesa Profª Sara Feitosa, Profª Alciane Baccin e o jornalista Micael Olegário, que destaca tópicos sobre distâncias, vozes e audiência na profissão.

Foto: Pâmela Anschau

Durante a conversa, o jornalista destacou a crescente demanda por profissionais preparados para cobrir questões relacionadas às mudanças climáticas, sustentabilidade e meio ambiente. A realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), ano passado em Belém, também esteve entre os temas abordados, especialmente em relação às oportunidades e responsabilidades do jornalismo na cobertura de eventos de alcance global.

Além das reflexões sobre a área ambiental, os estudantes puderam esclarecer dúvidas sobre inserção no mercado de trabalho, construção de carreira, especialização profissional e produção de reportagens. O debate também evidenciou a importância das experiências acadêmicas e dos estágios na formação de jornalistas.

A atividade integrou as ações de aproximação entre universidade e mercado profissional promovidas pelo curso de Jornalismo, proporcionando aos estudantes contato com profissionais atuantes e diferentes perspectivas de atuação na área da comunicação.

Texto: Pâmela Anschau

Viagem técnica a Porto Alegre conecta estudantes ao mercado de trabalho

Entre os dias 17 e 19 de maio, os corredores acadêmicos da Unipampa ganharam uma extensão prática nas ruas e redações da capital gaúcha. Estudantes dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda realizaram uma viagem técnica a Porto Alegre, uma iniciativa que uniu as duas graduações em uma imersão nos bastidores de grandes veículos, agências de comunicação e associação profissional.  As visitas aconteceram no Grupo RBS, Instituto Caldeira, Happy House e Associação Riograndense de Propaganda  (ARP). A jornada foi marcada por descobertas, superação de desafios logísticos e, acima de tudo, pela transformação de sonhos acadêmicos em objetivos profissionais para alunos de diferentes etapas da graduação.

Estudante após visita ao grupo RBS

Os bastidores de uma grande logística

Organizar uma atividade desse porte exige um esforço coletivo que começa muito antes do embarque. A professora Roberta Roos Thier, uma das responsáveis por guiar o grupo,  junto com o professor de Publicidade e Propaganda, João Antônio Gomes Pereira, destaca a complexidade de transformar o planejamento em realidade: “A organização de uma viagem como essa é desafiadora, pois precisamos conciliar a agenda dos locais visitados, a disponibilidade do transporte institucional, o calendário acadêmico e a viabilidade econômica para estudantes e professores”, explica a docente.

Apesar dos obstáculos, o saldo final superou as expectativas. Para a professora, o cansaço do planejamento é recompensado pelo impacto direto na formação dos discentes. “Valeu muito a pena. É extremamente gratificante acompanhar a realização dos alunos, a empolgação, as descobertas e o brilho no olhar. Saímos de lá com muito aprendizado e ainda mais fortalecidos na certeza da qualidade do nosso ensino na Unipampa.”

Um novo olhar sobre a capital e o futuro

Para quem já conhecia Porto Alegre, a viagem ofereceu lentes completamente novas. Foi o caso da estudante Heloisa Domingues, que está no 5º semestre. Ela ressalta o valor de vivenciar a cidade sob a ótica profissional, desde a sinergia na estrada até a chegada às agências e redações.

A troca de experiências começou ainda no transporte, com o grupo alinhando suas expectativas para o roteiro pensado exclusivamente para as duas profissões. “Entender como tudo aquilo que vemos diariamente na faculdade está sendo produzido dentro das redações, atrás das câmeras, dentro das agências, é mais que gratificante, é como se nosso sonho fosse ainda mais impulsionado”, relata Heloisa, que definiu a viagem como “um sopro de ar novo” para os futuros comunicadores.

Inspiração que transforma sonhos em metas

A imersão no cotidiano do jornalismo televisivo e corporativo causou um forte impacto nos participantes. Visitar locais de grande relevância estadual mudou a perspectiva de quem, até então, só consumia o conteúdo como espectador. Também no 5º semestre, a acadêmica Alice Coffi descreveu a sensação de pisar, pela primeira vez, nos cenários que moldam a informação diária do estado: “Conhecer um lugar que a gente só vê pela televisão foi surreal. Ver de perto como tudo funciona, as pessoas trabalhando sem parar para que o jornalismo continue chegando até nossas casas foi mais do que inspirador – foi o tipo de experiência que transformou meu sonho em objetivo.”

O empurrão final rumo ao mercado

Se para quem está no meio do curso a viagem abriu horizontes, para quem está na reta final a experiência funcionou como uma importante validação de carreira. A concluinte Kendra D’Ávila, que visitava a capital pela primeira vez, experimentou a possibilidade de conectar a teoria vista na Unipampa com a rotina acelerada do mercado durante os dois dias de atividades intensas. Para ela, as visitas abriram um leque de novas possibilidades na profissão. O contato com a agência Happy House, por exemplo, despertou seu interesse por áreas que antes não imaginava que chamariam sua atenção, como o endomarketing. Além disso, a passagem pela RBS TV foi descrita pela estudante como um momento marcante e enriquecedor, permitindo conhecer de perto os profissionais que fazem tudo acontecer, tanto na frente quanto atrás das câmeras. “Foi algo muito especial. Só tenho a agradecer aos professores pela experiência”, conclui Kendra, sintetizando o sentimento de um grupo que voltou para o campus com a bagagem cheia de conhecimento prático e os olhos fixos no futuro da comunicação.

Estudantes e professores a caminho de Porto Alegre para a viagem técnica dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda

Texto: Pâmela Anschau

Professor do Curso de Jornalismo da Unipampa São Borja debate com cientistas europeus

O professor titular do curso de Jornalismo na Unipampa, Geder Parzianello, participou na sexta-feira (22) de mais uma atividade em rede internacional de pesquisa, desta vez  com pesquisadores  de Münster, na Alemanha, durante a realização do evento “Linguistische Perspektiven auf Künstliche Intelligenz” (Perspectivas linguísticas da Inteligência Artificial).

Captura de tela de uma videoconferência realizada na plataforma Zoom. Na área principal e centralizada da tela, destaca-se em primeiro plano uma mulher jovem, de pele clara e cabelos castanhos presos para trás. Ela usa óculos de grau com armação fina e redonda, um blazer bege claro sobre uma blusa marrom, e está falando. O fundo do ambiente dela está intencionalmente desfocado, sugerindo uma sala residencial iluminada. No canto inferior esquerdo de sua janela, lê-se o nome "Celia Linnemann".Na parte superior da tela, há uma fileira horizontal com seis miniaturas de outros participantes da chamada de vídeo, todos em seus respectivos ambientes de trabalho ou residenciais. Da esquerda para a direita, aparecem: um homem jovem olhando para o lado; um homem mais velho de óculos e cabelos grisalhos; uma mulher de cabelos castanhos compridos; uma mulher de cabelos presos olhando para a câmera; uma mulher de óculos e blusa roxa; e um homem de barba e fones de ouvido voltado para uma tela lateral. No canto inferior direito da tela inteira, a barra de tarefas do Windows exibe o horário de 10:00 e a data de 22/05/2026.
Dra. Gesa Linnemann, na Alemanha, participa do evento internacional sobre Perspectivas linguísticas da Inteligência Artificial”
O professor Geder é fluente na língua alemã por influência materna e desde a sua infância, tendo estudado Língua Alemã por quatro anos nos cursos de Letras da PUCRS e da UFRGS, no final dos anos 1980, sendo que foi na própria UFRGS que ele começou o magistério dando aulas de alemão na universidade, ainda em 1988. Embora tenha experiência em outros idiomas, ele comenta que essa facilidade com a língua alemã foi decisiva na sua formação e na integração com pesquisadores na Alemanha, como nesses encontros em rede. Diplomado pelo Instituto Goethe de Munique, Geder Parzianello realizou estágio pós-doutoral em Estudos de Mídia na Universidade de Paderborn, contando com o apoio de bolsa Capes (2012-2013). Naquela mesma época, realizou também a sua atuação na Alemanha como professor visitante (Gastprofessur) na Universidade de Colônia.
Nos grupos com pesquisadores estrangeiros, ele explica, são tratadas em rede múltiplas perspectivas de investigações. “As abordagens são bastante técnicas, exigem leituras atualizadas e de ponta, ao passo que se tornam um excelente espaço de formação continuada”, disse o professor. Neste encontro com pesquisadores em Münster, ele debateu em alemão perspectivas teóricas e metodológicas de estudos transdisciplinares, os quais perpassam a atualidade do campo do jornalismo profissional como questões de linguagem e de uso da Inteligência Artificial (IA).
“Para mim, que não sou nenhum especialista em cultura do digital ou nas questões tecnológicas em geral, estes momentos são absolutamente pedagógicos”, comenta, dizendo que sempre aprende muito por meio destas redes. “É uma troca. Gosto de discutir as questões que implicam as transformações da IA nas rotinas de produção no Jornalismo, com suas várias implicações éticas, sociais, discursivas e filosóficas e que são fronteiras do conhecimento nas quais eu me sinto mais preparado do que discutindo a tecnologia em si, propriamente e que, aliás, eu nem saberia como debater”.
Geder Parzianello trabalha com ações de extensão, ensino e pesquisa na universidade, mas teve uma atuação também em gestão institucional entre 2008 e 2012, período no qual integrou o Grupo Gestor de Implantação da Unipampa, ajudando a estruturar a universidade formalmente criada em fevereiro de 2008. Atuou como pesquisador associado ao Centre d’Étude des Discours, Images, Textes, Écrits, Communication (Céditec), um núcleo de referência em análise de discurso da Universidade de Paris XII (UPEC, França), tendo sido pesquisador convidado na Università Degli Studi Roma Tre (Itália). Os encontros em rede de pesquisa mantêm, segundo ele, os seus contatos permanentes no exterior, seja de modo presencial ou de forma remota, ampliando sempre mais essa sua experiência internacional.”
Texto: Maicon de Matos Mendes

Acolhida marca início do semestre no curso de Jornalismo da Unipampa

Por Maicon Schlosser

O curso de Jornalismo da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) realizou, na quarta-feira (11), uma atividade de acolhida para os novos estudantes no campus São Borja. O encontro reuniu docentes, alunos veteranos e representantes de iniciativas estudantis, como o Diretório Acadêmico de Jornalismo (Dajor) e o Programa de Educação Tutorial, o PET – História da África, em um momento de integração, apresentação e diálogo com os ingressantes.

Durante a atividade, professores do curso tiveram a oportunidade de se apresentar aos novos alunos e compartilhar informações sobre a formação e as possibilidades oferecidas pela graduação. 

Segundo a coordenadora do curso, professora Sara Feitosa, o momento tem papel importante na integração entre quem chega à universidade e a comunidade acadêmica já estabelecida. Atualmente, o curso conta com 16 ingressantes. “Esse é um momento muito interessante porque integra quem está chegando na universidade com quem já está aqui, tanto professores quanto alunos e alunas de outros anos. É um momento de socialização, confraternização e integração”, destacou.

Presente desde a implantação do curso, o professor Geder Luis Parzianello ressaltou a importância do crescimento da turma e relembrou a trajetória da graduação. “A gente viu esse curso nascer. No começo não tínhamos estúdio de televisão nem de fotografia, e tudo foi sendo construído junto. Hoje os estudantes chegam com outra estrutura e muito mais condições”, afirmou. 

Para o docente, a formação jornalística vai além da prática técnica. “O jornalista constrói realidades, transforma comunidades. Por isso precisamos de profissionais bem formados, com visão política, cultural e social.”

Representantes do Diretório Acadêmico de Jornalismo (DAJOR) também conversaram com os ingressantes e apresentaram o papel do diretório acadêmico na vida universitária. De acordo com a Presidente do Diretório, Pauline Gonçalves, a iniciativa busca orientar e acolher quem está começando a graduação. 

“O Dajor é uma porta de acolhimento para os ingressantes. A gente sabe que quem chega muitas vezes está perdido, então queremos ser um canal para tirar dúvidas, orientar e ajudar nesse processo”, explicou.

Entre os novos alunos, a recepção foi vista como um incentivo para o início da jornada acadêmica. O calouro Luiz Fernando, de 17 anos, natural do interior de São Paulo, destacou a experiência de participar do primeiro encontro com professores e colegas. 

“Achei o máximo a acolhida de hoje. Os professores são super legais e acredito que vai ser um conhecimento muito grande para quem gosta de comunicação”, disse. 

O estudante contou que decidiu vir para a Unipampa após ser aprovado pelo Sisu: “Eu agarro muito as oportunidades. Passei e resolvi tentar. Acho que vai ser uma grande oportunidade na minha vida.”

A acolhida marca o início de um novo semestre no curso, reforçando o compromisso da graduação em promover integração, troca de experiências e formação qualificada para os futuros profissionais do jornalismo.