Lei de Emergência Cultural é tema de artigo na Revista Exibidor

A docente do curso de Produção e Política Cultural da UNIPAMPA, Profa. Dra. Carla Daniela Rabelo Rodrigues, publicou novo texto (01/09/2020) na Revista Exibidor e compartilhamos na íntegra abaixo:

Lei Aldir Blanc, Política Cultural e Audiovisual

A Lei Federal 14.017 de 2020, fruto da aprovação do Projeto de Lei 1075/2020, foi finalmente regulamentada. A lei nasce por meio da deputada federal Benedita da Silva com ajuda posterior de outras deputadas/os e de agentes culturais organizados que puderam contribuir com suas experiências e conhecimentos específicos. A deputada Jandira Feghali foi a relatora atuante na construção e aprovação da lei, e sugeriu que fosse chamada de Lei Aldir Blanc em homenagem ao compositor vítima de coronavírus que não recebeu qualquer menção ou homenagem do governo federal.

 

Com a regulamentação da lei, o setor cultural que agoniza diante da pandemia vem se organizando para iniciar o recebimento dos repasses da verba de 3 bilhões de reais advindos principalmente do Fundo Nacional de Cultura gerido pelo Ministério do Turismo. O valor será repassado preferencialmente aos fundos estaduais, municipais e distrital de cultura, e a Plataforma+Brasil fará a operacionalização dos repasses. 

 

Nesse sentido, os estados e municípios devem fortalecer seus cadastros para que os agentes e espaços culturais possam ter acesso à verba. Segundo informações disponíveis no parágrafo 1º do artigo 7º da lei, os solicitantes devem estar inscritos em algum dos cadastros: Cadastros Estaduais de Cultura, Cadastros Municipais de Cultura, Cadastro Distrital de Cultura, Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, Cadastros Estaduais de Pontos e Pontões de Cultura, Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (SICAB), ou outros cadastros referentes a atividades culturais existentes na unidade da Federação. Importante destacar que estes cadastros são fruto da criação, fomento e organização do setor cultural numa época em que existia Ministério da Cultura, um momento do país no qual o campo da cultura era tratado com mais cuidado e respeito. Por existirem esses cadastros, ligados ao pensamento operacional do Sistema Nacional de Cultura/SNC (uma ação eficaz de política cultural gestada pelo Ministro da Cultura Gilberto Gil), é que há possibilidade de reconhecer e remunerar nossos agentes culturais em situação de vulnerabilidade nesse momento pandêmico. 

 

A Lei Aldir Blanc prevê uma renda emergencial mensal (R$ 600,00 em três parcelas) aos trabalhadores e trabalhadoras da cultura; subsídio mensal (entre R$ 3 mil e R$ 10 mil) para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições e organizações culturais comunitárias que tiveram as suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social; e iniciativas de fomento (R$ 600 mil) como editais, chamadas públicas, prêmios, aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural e outros instrumentos destinados à manutenção de agentes, de espaços, de iniciativas, de cursos, de produções, de desenvolvimento de atividades de economia criativa e de economia solidária, de produções audiovisuais, de manifestações culturais, bem como à realização de atividades artísticas e culturais que possam ser transmitidas pela internet ou disponibilizadas por meio de redes sociais e outras plataformas digitais. Como contrapartida, os espaços culturais deverão organizar atividades culturais abertas ao público em geral ou atividades gratuitas para escolas públicas. Ressalta-se ainda que a lei define como profissional da cultura, as pessoas que participam da cadeia produtiva do setor, incluídos artistas, contadores de histórias, produtores, técnicos, curadores, oficineiros e professores de escolas de arte e capoeira.

No caso do setor Audiovisual, terão direito a acessar os recursos: cineclubes, produtoras de cinema e audiovisual (microempresas e pequenas empresas), profissionais de audiovisual (platôs, camareiras, produtores de cena, etc), entre outros perfis compatíveis ao disposto na lei. Trata-se de um suporte financeiro temporário importante também para profissionais do Audiovisual que estão sofrendo com a perseguição e paralisação forçada do setor, como o congelamento e ataques ao Fundo Setorial do Audiovisual (que corre risco de ser extinto), a redução do repasse do fundo para a Ancine operar, a ausência de Lei do Audiovisual e de Funcines, o desmonte da Lei de Tv paga, demora na regulação do VOD, veto do Condecine, agressões frontais à Cinemateca, entre tantos outros ataques que ocasionam na diminuição brutal das atividades econômicas do Audiovisual. 

Num contexto de desencanto e de trabalhadores abalados pelas perdas, pelo medo, pela impotência diante de tantos ataques à democracia e ao campo da cultura, o alento encontra-se na organização da sociedade civil e entidades de classe que felizmente estão unidas e organizadas para incidir precisamente na melhoria dessa situação como, por exemplo, a fiscalização de como a lei será implementada. Essas redes profissionais também são redes políticas, de solidariedade, de apoio, de orientação, porque infelizmente o tempo da burocracia não é o tempo da necessidade e do afeto.

Referência:

RABELO, Carla. Lei Aldir Blanc, Política Cultural e Audiovisual. São Paulo: Revista Exibidor, 2020. Disponível em: <https://www.exibidor.com.br/artigo/169-lei-aldir-blanc-politica-cultural-e-audiovisual> e acessível em: <http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/cultura/>, Acesso em 01/09/2020.

Prof. Dr. Alan Dutra de Melo participa de Live “Clube Jaguarense, dá origem ao restauro de um patrimônio” na II Semana de Patrimônio de Jaguarão – Nossas memórias, nossas histórias”

 

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É com muito carinho e satisfação que apresentamos a programação da “II Semana do Patrimônio – Nossas memórias, nossas histórias”. Este ano devido a pandemia acontecerá no formato online, entre os dias 17 e 21 de agosto, por meio da página no facebook “Semana do Patrimônio de Jaguarão”.

Venha compartilhar seus saberes, participe enviando perguntas e se quiser ainda há tempo para enviar fotografias junto aos diferentes patrimônios da cidade (lembre de enviar um pequeno relato sobre sua afinidade com o local ou o saber – https://cutt.ly/9dGeJfD).

Artistas locais também poderão enviar vídeos curtos, estes serão exibidos ao longo da semana. Envie uma pequena biografia para divulgarmos com o vídeo.

Participe e compartilhe com suas amigas e amigos 🙂

Tire suas dúvidas: patrimoniojaguarao@gmail.com

PROGRAMAÇÃO II SEMANA DO PATRIMÔNIO DE JAGUARÃO
17 de agosto Segunda-feira
18h Exposição virtual de fotos dos patrimônios da cidade
18h30min. Produção audiovisual da História de patrimônios de Jaguarão
19h Abertura da Semana do patrimônio de Jaguarão – Leitura de Poesia
20h A imaterialidade do patrimônio de Jaguarão-RS – Ma. Fatiane Fernandes Pacheco, Ma. Juliana Porto Machado e Kênya J. Martins de Paiva.

18 de agosto Terça-feira

18h Exposição virtual de fotos dos patrimônios da cidade
18h30min. Produção audiovisual da História de patrimônios de Jaguarão
20h Live “Clube Jaguarense, dá origem ao restauro de um patrimônio” – Participantes: Dr. Alan Dutra de Melo e Ma. Simone Rassmussen Neutzling. Mediadora: Ma. Claudia Anahi Aguilera Larrosa – IFSUL.

19 de agosto quarta feira
18h Exposição virtual de fotos dos patrimônios da cidade
18h30min. Produção audiovisual da História de patrimônios de Jaguarão
19h Documentário “Jaguarão, cidade Negra”- Direção: Andressa Luiza Alves, Robson de Jesus Silva e Caroline Maria dos Santos Souza.
20h Live “Territórios Negros de Jaguarão” – Participantes: Mãe Nice de Xangô, Neir Madruga (Presidente Clube 24 de Agosto) e Ma. Andréa Lima. Mediador: Me. Carlos José Azevedo Machado.
21h-Apresentação Cultural do grupo Ibe Axê.

20 de agosto quinta feira
18h Exposição virtual de fotos dos patrimônios da cidade
18h30min. Produção audiovisual da História de patrimônios de Jaguarão
20h Live “Turismo em tempos de pandemia e Educação para o patrimônio” – Participantes: Me. Carlos José Azevedo Machado; Dra. ngela Mara Bento Ribeiro; Me. Cláudia Anahí Larrosa e Dra. Marilú Angela Campagner May.

21 de agosto sexta feira
18h Exposição virtual de fotos dos patrimônios da cidade
18h30min. Produção audiovisual da História de patrimônios de Jaguarão
20h Live “A produção do saber fazer artesanal em Jaguarão” – Maria Fernanda Passos das Neves/Mercadito das Artes e Yasmin Fagundes Centeno e Cenilza Dreckmann/Casa da Economia Solidária (ECOSOL). Mediadora: Kênya J. Martins de Paiva.

*Apresentação cultural de artistas de Jaguarão*.

Página: https://www.facebook.com/semanadopatrimoniodejag/?eid=ARDs0Tc2uOEwG_BAGSJ4S4cmr1egZeNplS03vqR-oUcVD4eyUEQv7RH5vIMg60ji3yxXxw5HSlkb-QM9&fref=tag

Informações: patrimoniojaguarao@gmail.com

Participe!

Fonte:https://www.facebook.com/semanadopatrimoniodejag/

“Socine em Casa” tem debate proposto por docente do curso de PPC

Tema do debate: MULHERES NO CINEMA DO PERU – crítica, som, música, montagem, produção, roteiro e direção.

>>Debatedoras: Melina León (diretora, roteirista, montadora e produtora); Mónica Delgado (crítica de cinema e pesquisadora); Rosa María Oliart (sound designer e professora universitária) e Pauchi Sasaki (compositora de trilhas musicais e artista sonora).

>>Coordenação/mediação: Profa. Dra. Carla Rabelo (UNIPAMPA), Profa Dra Karla Holanda (UFF) e Prof. Dr. Fernando Llanos (FASCS).

>>Data e horário: 21/08/2020 – das 16h às 18h.

>>Link da transmissão ao vivo no Youtube Socine: https://www.youtube.com/channel/UC85N5COgWkwtHdtu1q0Xtvw/featured

>>Mais informações sobre a SOCINE EM CASA:

 

>>Apresentação: O cinema do Peru é pouco exibido e difundido no Brasil, mas sua cinematografia é vasta e vem crescendo exponencialmente na últimas décadas, reforçando os trabalhos de profissionais de longa data e também das novas gerações. As mulheres sempre estiveram presentes na história do audiovisual peruano desde o início do século XX, e têm colaborado com o setor em diversas frentes como crítica, direção, roteiro, som, música, montagem, direção de arte, produção, entre outras. Por isso, propomos uma conversa online com mulheres profissionais do cinema em áreas diversas que irão expor seus saberes-fazeres. Desse modo, apostamos na difusão dos trabalhos de mulheres que atuam no cinema e audiovisual, e também na ideia de repensar o campo sob óticas plural e decolonial, além de fomentarmos a criação de redes e espaços para debates sobre o cinema de/em países da região andina. A conversa com as profissionais do cinema peruano pretende recorrer suas histórias, seus processos criativos, recursos estilísticos e narrativos, aspectos históricos e socioculturais do Peru, contexto mercadológico e incentivos públicos, e principalmente as dificuldades das mulheres no fazer cinematográfico do país. O debate será conduzido em língua espanhola, mas também em portunhol e português, com tradução eventual caso haja necessidade. Informações: carlarabelo@unipampa.edu.br

Currículos das convidadas

>>Melina León: diretora de cinema, montadora, roteirista. Formada em Cinema pela Columbia University. Vive e trabalha entre Lima e Nova Iorque. Seu primeiro longa-metragem Canción sin Nombre foi premiado na Quinzaine des Réalisateurs do Festival de Cannes 2019 e indicado ao prêmio Caméra D’Or. A primeira diretora peruana em Cannes. O filme foi selecionado em numerosos festivais internacionais, obtendo mais de 30 prêmios entre os quais, destacam-se Melhor direção em Thessaloniki Film Festival, Melhor filme no Stockholm Film Festival e o Prêmio Cinevision de melhor diretora emergente no Festival de Munich. Melina León também dirigiu os curtas-metragens de ficção El Paraíso de Lili (estreado no 47o Festival de Cinema de Nova York) e Girl with a walkman, e os curtas documentais Tania Cerrón: el camino del bambú, e Lola Apolinario: empreender, iniciar, entre outros. Também atuou na equipe de direção de arte de grandes filmes peruanos como Coraje e El bien esquivo.

>>Rosa María Oliart: Diretora da Fade Out, empresa de desenho e mixagem de som cinematográfico, artes cênicas e outras formas de criação sonora. Criadora do Archivo Sonoro Los Sonidos del Perú. Seus trabalhos cinematográficos mais recentes são: Wiñaypacha, El soñador, Rosa Chumbe, Av. Larco, El Elefante Desaparecido, La Casa Rosada, Solos, Sigo Siendo, El viaje de Javier, WIK, Rodar contra todo, Asu mare 1, 2 y 3; Locos de Amor 1, 2 y 3; entre outros. Nas artes cênicas: Orlando, Camasca, Incendios, entre outras. É graduada em Comunicação pela Universidad de Lima, e atualmente realiza um Mestrado em Estudos Culturais na  Pontificia Universidad Católica del Perú (PUCP). É professora da área de Som na Universidad de Lima, na PUCP e na EPIC. Foi professora do Instituto de ciencias del Sonido Orson Welles e na Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV) de San Antonio de los Baños, Cuba.

>>Pauchi Sasaki: Violinista, compositora e artista sonora interdisciplinar. Desenvolve trabalho de improvisação, experimentação, desenvolvimento de performances multimídia e composição musical para cinema, dança, teatro e instalações. Fez mestrado no programa MFA Electronic Music and Recording Media en Mills College, Oakland – Califórnia, graduação em Jornalismo na PUC Perú, e formação paralela em Música Andina no Centro de Música y Danza – CEMDUC (PUCP). Estudou violino (ayacuchano, judaico e asiático) e música clássica do norte da Índia no Ali Akbar College of Music en San Rafael, California. Ao longo de sua carreira participou de festivais no Peru, EUA, Japão, Espanha, Chile, Colômbia e Suíça. Na composição de trilhas musicais, destacam-se os filmes: Canción sin Nombre, Perro Guardián, Climas, Pacificum, NN, Lima 13, Retrato peruano del Perú, El viaje de Javier Heraud, La Última Noticia, Box, Design is One: The Vignellis, Emigrant, entre outros.

>Mónica Delgado: Mestra em Literatura com ênfase em Estudos Culturais pela Universidad Nacional Mayor de San Marcos. Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. Comunicadora, pesquisadora e crítica de cinema. Co-diretora da revista especializada em cinema independente e experimental Desistfilm. Escreveu o livro ‘María Wiesse en Amauta: los orígenes de la crítica de cine en el Perú’ e foi co-autora em diversas publicações sobre cinema latinoamericano e outros temas como “Un lugar en el mundo. El cine latinoamericano del siglo XXI en 50 películas” e “Objetivo: Planeta Tierra. El documental de medio ambiente”. Dirigiu o Cineclube da Universidad de Ciencias y Humanidades. É colunista do portal de jornalismo independente Wayka.pe. Integrou o júri de diversos festivais internacionais como Valdivia, Olhar de Cinema, Curtas Belo Horizonte, FICUNAM, entre outros.

Referências

RABELO, Carla. Mulheres no Cinema Peruano. Em: Revista Exibidor. São Paulo, 2020. Disponível em: http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/cultura/2020/08/04/

RODRIGUES, Carla Daniela Rabelo. Mujer en el cine peruano: entrevista a la directora Ana Caridad Sanchez. Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento, v. 7, n. 1, p. 189-203, 2020. Disponible en: https://aim.org.pt/ojs/index.php/revista/article/view/574

ENECULT 2020 – Culturas latinoamericanas em tempo de crise

A mesa Políticas, práticas e consumo culturais: perspectivas latinoamericanas em tempos de crise acontece no dia 15 de setembro (terça-feira), das 16h30 às 18h30  e faz parte da programação do XVI Enecult. 

Diversos países da América Latina atravessaram, nos primeiros anos do século XXI, um intenso processo de institucionalização das políticas culturais e ampliação e diversificação das práticas e do consumo culturais. A trajetória é interrompida por inflexões sócio-políticas e econômicas, que, embora possuam características distintas em cada país, suscitam uma profunda redefinição de valores por toda a região. Em especial, ascendem tensões regressivas e práticas e valores autoritários, conservadores e mesmo ditatoriais. 

Em meio a esse cenário, já crítico, se anuncia e se espraia uma nova crise, agora sanitária e  mundial, provocada pelo Covid-19. Ainda sem cura, as medidas de enfrentamento ao novo Coronavírus incluem o isolamento e distanciamento social, impactando de forma dramática o setor cultural, o primeiro a entrar em quarentena e o último a sair. Portanto, encontra-se bastante afetado artística e economicamente, e seus agentes formais, informais ou autônomos, assim como as empresas e espaços culturais públicos e privados, estão em situações alarmantes. A pandemia só agudizou as fragilidades e incertezas impostas pelos cenários políticos latino-americanos.  

A fim de refletir sobre o campo institucionalizado da cultura em meio a esta complexa conjuntura, a partir de perspectivas diversas e, ao mesmo tempo, semelhantes, propomos um debate a partir da realidade de três países: Brasil, México e Argentina. A mesa conta com a mexicana Ana Rosas Mantecón, que é professora e pesquisadora do Departamento de Antropologia da Universidad Autônoma Metropolitana; a socióloga argentina Ana Wortman, que é professora e pesquisadora da Faculdade de Ciências Sociais da UBA e ainda a pesquisadora e doutora (USP) brasileira Isaura Botelho. A mesa é coordenada por Renata Rocha (professora da faculdade de comunicação da UFBA) e Carla Rabelo (professora do bacharelado em Produção e Política Cultural da UNIPAMPA), coordenadoras do GT Culturas e América Latina.

O XVI ENECULT – Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura é promovido pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e acontecerá entre 15 e 18 de setembro de 2020. As transmissões acontecerão através do site http://www.cult.ufba.br/enecult/ e também pelo Youtube (inscreva-se para receber notificações).

As inscrições estão sendo feitas pelo site enecult.ufba.br

Fonte do texto: http://www.cult.ufba.br/enecult/culturas-latinoamericanas-em-tempo-de-crise/

Mulheres no cinema do Peru é tema de artigo na Revista Exibidor

A Revista Exibidor publicou em 30/07/2020 o texto Mulheres no Cinema Peruano, segunda publicação da professora da UNIPAMPA/campus Jaguarão, Carla Rabelo, articulista convidada da revista que aborda questões dos campos cinematográfico e audiovisual. O acesso à revista é restrito a assinantes, por isso publicaremos aqui na página do bacharelado em Produção e Política Cultural as versões completas dos textos para livre acesso dessa produção da pesquisadora. Para acompanhar outros textos e conteúdos, basta acessar as redes sociais da revista: instagram.com/revistaexibidor  e  facebook.com/RevistaExibidor

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Mulheres no Cinema Peruano

O cinema peruano é pouco exibido no Brasil devido a questões comerciais de distribuição que não alcançam nosso território no mesmo ritmo de sua pujante produção atual. Poucas produções, como o filme Retablo (2017), chegam às salas comerciais brasileiras, e outras só são exibidas em festivais, mostras (ex: Mostra de Cinema Peruano no Cine Ceará 2018), ou em plataformas de streaming como a Retina Latina que exibe gratuitamente filmes latino-americanos.

Essa dificuldade de circulação acaba escondendo a diversidade cinematográfica e alguns fatos essenciais como a profusão de mulheres atuando profissionalmente no cinema peruano. Desde o início do século XX, elas atuam em diversos setores dessa cadeia produtiva, principalmente como atrizes atravessando décadas, mas também noutras funções que aqui recuperamos e reparamos historicamente, como: Maria Isabel Sanchez Concha, a primeira mulher a escrever o roteiro do segundo filme de ficção feito no Peru chamado Del manicomio al matrimonio (1913). Stefania de Nalecz Socha, nascida na Polônia, dirigiu Los abismos de la vida (1929) e foi a primeira diretora de ficção radicada no Peru. No âmbito da crítica cinematográfica, a escritora María Wiesse é a pioneira, tendo contribuído nos anos 20 com a célebre revista Amauta fundada pelo pensador marxista José Carlos Mariátegui. Patricia Pardo de Zela foi roteirista do filme Sabotaje en la selva (1953) que contou também com trilha musical da importante cantora peruana Chabuca Granda. A escritora e reconhecida poetisa Branca Varela foi crítica de cinema, e escreveu para a revista político-cultural Oiga entre os anos 1962 e 1964 usando curiosamente um pseudônimo de “Cosme”. O filme Seguiré tus pasos (1967) teve Josefina Vicens como roteirista. A primeira diretora de fotografia foi Rosalío Solano que trabalhou no filme El tesoro de Atahualpa (1968). Maria Esther Palant foi roteirista dos filmes El embajador y yo (1968) e Nemesio (1969), e nos anos 70 começa a dirigir seus próprios filmes.

Como visto nesse pequeno recorrido histórico até o final dos anos 60, algumas mulheres já trabalhavam com cinema no Peru e a análise aprofundada do levantamento completo (séculos XX e XXI), em breve será publicada cientificamente, como resultado de estudo sobre Mulheres no Cinema Peruano no contexto da pesquisa* mais ampla sobre cinema no Peru.

Importante destacar que nossas fontes revelaram uma atuação mais expressiva de mulheres a partir dos anos 60, no bojo de uma guinada político-estética mundial, quando outras aparecem em destaque na história do cinema desse país. E nesse clima surge também a primeira diretora peruana, a consagrada Nora de Izcue reconhecida internacionalmente e principalmente no cenário do cinema latino-americano. Ela merece proeminência por sua longa trajetória na direção cinematográfica e por fazer um tipo de cinema que percorreu o Peru profundo para além da capital Lima. Evidenciamos alguns de seus documentários e ficções: Encuentro (1967), Filmación (1970), Runan Caycu (1973), Guitarra sin cuerdas (1974), Te invito a jugar (1976), El Juancito (1978), Canción al viejo Fisga que acecha en los lagos amazónicos (1978), Las pirañas (1979), El viento de Ayahuasca (1982), Pobladoras de cerros y arenales (1986), Como una sola mano (1987), Color de Mujer (1990), Para vivir manãna todavía (1991), Elena Izcue, la armonía silenciosa (1998), El viento de todas partes (2004), Responso para un abrazo, tras la huella de un poeta (2013), entre outros. Alguns destes filmes podem ser vistos na plataforma de streaming Retina Latina, no Vimeo e também no próprio canal da diretora no Youtube. Nora de Izcue é um ícone vivo do cinema da América Latina, e continua colaborando com o mundo cinematográfico por meio de participação em eventos de cinema, entrevistas, e como conselheira em instituições. Paralelamente a Nora e também depois dela, muitas mulheres começaram a trabalhar com cinema em diversas funções. Ressaltamos outros nomes, dessa vez mais contemporâneos, como forma de difusão ao público brasileiro.

Rosa María Oliart é professora universitária de Som no Audiovisual, diretora de pós-produção de som, e já trabalhou com som direto. Atualmente é diretora da Fade Out, empresa de Desenho e Mixagem de som. Atuou em diversos filmes importantes na história do cinema peruano como: Wiñaypacha (2017), La Casa Rosada (2016), Av. Larco, la película (2017), Wik (2016), Rosa Chumbe (2016), Solos (2015), Sigo Siendo (2013), Paloma de Papel (2003), Alias ‘La gringa’ (1991), e há outros em sua vasta atuação. Destacamos que Rosa Maria Oliart também trabalhou no som do filme Antuca (1991), obra de ficção que denuncia os maus tratos às empregadas domésticas e as tristes contradições que as mulheres migrantes andinas são obrigadas a passar. Este filme emblemático da história do cinema no Peru teve direção de María Barea (1943), uma das fundadoras do Grupo Chasqui bastante conhecido nos anos 80 por exibir e debater filmes em cidades distantes sem salas de cinema e onde o cinema em geral não chegava. Para o filme Antuca, María Barea formou uma equipe majoritariamente composta por mulheres incluindo a saudosa Chalena Vazquez na direção musical. O filme “Antuca” está disponível no Youtube.

Outra referência contemporânea é Mónica Delgado, crítica de cinema desde 1998, jornalista, pesquisadora, diretora da revista Desistfilm e colaboradora do portal de jornalismo independente Wayka. Seus textos contribuem com a difusão de filmes nacionais e internacionais no Peru, e ela tem circulado em festivais pelo mundo. Monica reivindica que a crítica de cinema no Peru não é espaço exclusivo de homens.

Listamos a seguir outras mulheres bastante atuantes e reconhecidas no cinema peruano: Claudia Llosa (diretora), Melina León (diretora), Ana Caridad Sanchez (diretora), Karina Cáceres Pacheco (diretora), Enrica Pérez (diretora), Rossana Diaz Costa (diretora), Rossana Alalú (diretora), Judith Vélez (diretora), Malena Martínez Cabrera (diretora), Marianela Vega (diretora),  Joanna Lombardi (diretora), Nuria Frigola (diretora), Barbara Woll (diretora), Cecilia Cerdeña (diretora), Silvana Aguirre (diretora), Rosario García-Montero (diretora), Valeria Ruiz (diretora), Claudia Sparrow (diretora), Gabriela Yepes (diretora), Maria Ruiz Vivanco (produtora), Nathalie Hendrickx Pompilla (produtora), Carolina Denegri (produtora), Ani Alva (produtora), Julia Gamarra (produtora), Fabiola Reyna (diretora de festival), Marta Méndez (diretora de arte), Cecilia Montiel (diretora de arte), Giovanna Pollarolo (roteirista), Pauchi Sasaki (compositora de trilhas musicais), entre tantas outras. E devemos sempre lembrar as inúmeras atrizes históricas como Delfina Paredes, Saby Kamalich, Elvira Travesi, Mariella Trejos, Élide Brero, Patricia Pereyra, Magaly Solier, Monica Sanchez, Elena Romero, Tatiana Astengo, Liliana Trujillo, Muki Sabogal.

Mesmo com tal volume de mulheres trabalhando no cinema peruano ainda há dificuldades na difusão de seus trabalhos no próprio país e fora dele, o que aponta para assimetrias nas regras de mercado e ausências em ações efetivas de políticas públicas para o cinema. Pensando nisso, algumas ações começaram a surgir de forma mais organizada, incisiva e reivindicatória. No âmbito da difusão e exibição, foi criado o “Festival de Cine Peruano Hecho por Mujeres”, e mais recentemente a “Asociación de Mujeres Audiovisuales (AMA/Perú)” com objetivo de lutar por direitos e mais espaços na indústria audiovisual em geral. De algum modo, este texto colabora com a divulgação dessas profissionais e suas obras diversas diante de possíveis esquecimentos ou apagamentos de suas existências. Outrossim, contribui com a ampliação de repertórios sobre cinema peruano no Brasil.

*Todos os dados dispostos neste texto são fruto de pesquisa ampliada em andamento sobre cinema do Peru coordenada pelos pesquisadores Carla Rabelo e Fernando Llanos.

Referência: RABELO, Carla. Mulheres no Cinema Peruano. Em: Revista Exibidor. São Paulo, 2020. Disponível em:

<https://www.exibidor.com.br/artigo/141-mulheres-no-cinema-peruano> Acesso em 30/07/2020. Versão completa atualizada disponível em: <http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/cultura/>

Docente de PPC colabora como articulista na Revista Exibidor

A professora Carla Rabelo, do bacharelado em Produção e Política Cultural, foi convidada para ser articulista da Revista Exibidor, uma publicação direcionada ao mundo da exibição audiovisual. Segue seu primeiro texto escrito em 09/06/2020:

Universidade Pública e Audiovisual no Brasil

Os cursos de cinema em universidades públicas brasileiras surgiram na década de 60. O primeiro foi criado na Universidade de Brasília (UNB) em 1965 e posteriormente na Universidade de São Paulo (USP) em 1967, tendo como principal fomentador dessa implantação o professor e crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes  e também o cineasta Nelson Pereira dos Santos. Estes três cursos mais antigos serviram de inspiração para a criação de muitos outros (informações atualizadas e fornecidas por colaboração do Prof. Dr. João Guilherme Barone).

Posteriormente, outras instituições de ensino superior estaduais e federais incorporaram Cinema e Audiovisual em suas ofertas de cursos chegando hoje a um total de 26 graduações lotadas em universidades públicas nas cinco regiões brasileiras. O mais recente curso criado foi o bacharelado em Audiovisual da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul/UFMS (centro-oeste), formalizado com abertura de vagas em 2018.. No entanto, dos 118 cursos existentes no país (26 públicos e 92 privados), 70% encontram-se nas regiões sudeste e sul (cf. FORCINE).

Em 2007, as universidades públicas brasileiras foram ampliadas, e consequentemente os cursos de Cinema e Audiovisual, por meio da ação de política pública de acesso à educação superior denominada “Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais Brasileiras (REUNI)” que alcançou desde o extremo sul do país até o extremo norte. O REUNI somado ao Sistema de Seleção Unificada (SISU), que oferta vagas aos participantes do ENEM, são dois marcos importantes para a descentralização da Educação e Cultura. Observamos, portanto, que o ensino superior público se popularizou e se diversificou, tanto em corpo discente, quanto em corpo docente e técnicos administrativos. O perfil dos estudantes mudou. A política de cotas é também uma grande conquista. A universidade pública não é mais composta predominantemente pela elite econômica branca do país, ou por estudantes advindos de escolas privadas. Os marcadores sociais de raça, gênero e renda foram reconfigurados e houve uma transformação radical deixando a universidade pública mais acessível a todas e todos. Por isso, os cursos de Cinema e Audiovisual também ganharam diversidade. Estudantes e egressos têm produzido e provocado outras imagens, outros modos de narrar, outros gestos, outras fruições, porque são diversos em seus perfis socioeconômicos, culturais, regionais, e porque também têm o direito de contar histórias. Ações narrativas que vão da experimentação artística à integração na cadeia econômica do setor.

A histórica produção universitária, desde o período ditatorial, renovou e continua renovando o pensar-fazer audiovisual no país. Além de conhecerem e produzirem sobre a diversidade de gêneros e formatos dessa linguagem, esses estudantes e egressos vêm sendo reconhecidos em festivais importantes, com premiações e destaques às obras produzidas em suas universidades, tais como: “Café com Canela” (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia/UFRB), “A besta pop” (Universidade Federal do Pará/UFPA), “Era para ser nosso road movie” (Universidade Federal de Sergipe/UFS), “A estranha velha que enforcava cachorros” (Universidade do Estado do Amazonas/UEA), “O encontro com outro” (Universidade Estadual de Goiás/UEG), “Atenção: isso pode ser um poema” (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB), “Até 10” (Universidade Federal de Pernambuco/UFPE), “O cego da casa amarela” (Instituto Federal de Goiás/IFG), “Lição de esqui” (Universidade Federal do Ceará/UFC), “Estrangeiro” (Universidade Federal da Paraíba/UFPB), “Sesmaria” (Universidade Federal de Pelotas/UFPEL), “Clube Stalker” (Universidade Federal da Integração Latino-Americana/UNILA), “Controvérsias” (Universidade Federal do Mato Grosso/UFMT), entre tantos outros.

Esse panorama diversificado de produções audiovisuais é gigante e muitas vezes não chega ao conhecimento do mercado nem da população brasileira em geral. Por isso, alguns estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) organizaram e mantém um canal no YouTube denominado Canal Curto com objetivo de distribuição de filmes universitários que pouco circulam além dos festivais. Outra ação de exibição é o programa Campus em Ação da TV Cultura que apresenta produções audiovisuais de graduandos e pós-graduandos.

Ao observar cuidadosamente a vasta produção universitária e a capilaridade das 24 universidades públicas presentes em todas as regiões brasileiras com seus perfis diversos de alunos e suas potencialidades profissionais no Audiovisual, percebemos que temos um compromisso de apoio e fomento a estes espaços de conhecimento. Também entendemos que é nesse universo precarizado devido a orçamentos insuficientes, que devemos continuar a investir por meio de parcerias interinstitucionais ou por meio de novos projetos de ensino, extensão e pesquisa, sempre indissociáveis entre teoria e prática, criando outros modos de circulação das produções, e talvez criando novos cursos de especialização em áreas profissionais que hoje são consideradas gargalos de currículos e de formação como: produção, políticas públicas, distribuição e exibição, economia e negócios, entre outras. Destacamos exemplos de iniciativas inovadoras em universidades públicas como o Mestrado profissional em Mídias Criativas da UFRJ e a Especialização em Produção de Conteúdos Audiovisuais Multiplataformas da UFSCAR (informações atualizadas e fornecidas por colaboração do Prof. Dr. João Carlos Massarolo).

E, por fim, é importante destacar que além dos cursos específicos, o Audiovisual está presente em outros cursos superiores como os de cultura, artes visuais, artes cênicas, educação e ciências sociais, para citar alguns. Portanto, a relação com o audiovisual é expressiva nas universidades públicas, instituições-janelas importantíssimas principalmente num contexto de constantes ataques às políticas e instituições.

Referência:

RABELO, Carla. Universidade Pública e Audiovisual no Brasil. Revista Exibidor, São Paulo. Disponível em: https://www.exibidor.com.br/artigo/114-universidade-publica-e-audiovisual-no-brasil. Acesso em: 30 de junho de 2020. Versão completa e atualizada disponível em: http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/cultura/2020/07/01/docente-de-ppc-colabora-como-articulista-na-revista-exibidor/

Debate sobre graduações em Cultura no projeto “Em Casa com a FACOM”

 No dia 17 de julho de 2020, às 16h, acontecerá a roda de conversa “Formações em Organização da Cultura no Brasil profundo” organizado pela FACOM/UFBA. O objetivo é apresentar um panorama dos cursos em organização da cultura no Brasil ofertados por universidades localizadas em cidades do interior, entendendo suas características, especificidades, desafios e dificuldades. A atividade faz parte do projeto Em Casa com a FACOM e reunirá virtualmente pesquisadores/professores de universidades federais para o debate sobre o tema: Carla Rabelo (UNIPAMPA – Jaguarão/RS), Daniel Caetano (UFF – Rio das Ostras/RJ), Daniele Canedo (UFRB – Santo Amaro/BA) e Amilcar Bezerra (UFPE – Caruaru/PE). A mediação será feita pelo produtor cultural Ugo Mello (FACOM/UFBA). Transmissão ao vivo pelo Facebook e Zoom.
Mais informações: 

 

Cinema peruano no Charlas de Cineclub

Datas: 

qui, 25/06/2020 – 18:00 até 20:00
Detalhes:

Cinema Peruano em debate no Charlas de Cineclub/UNIFESP

No dia 25 de junho de 2020, às 18h, a pesquisadora de cinema peruano, professora Carla Daniela Rabelo Rodrigues, do bacharelado em Produção e Política Cultural da UNIPAMPA/campus Jaguarão, será debatedora do Projeto de Extensão “Charlas de Cineclub” coordenado pela professora Andreia Menezes, docente na área de Língua Espanhola e suas Literaturas do Departamento de Letras da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH) da Universidade Federal de São Paulo/UNIFESP.

O debate será sobre o longa-metragem peruano Rosa Chumbe do diretor Jonatan Relayze. A participação é livre com inscrição prévia, e o filme está disponível gratuitamente na plataforma de cinema latino-americano “Retina Latina”.

Segue texto UNIFESP:

“BUENAS!!

Já estão disponíveis as inscrições para o nosso próximo “Charlas em Casa”: https://bit.ly/3hy5NKa

Debateremos dia 25/06, às 18h, pelo Google Meet, o longa-metragem “Rosa Chumbe” (Peru, 2015) com a professora Carla Rabelo (UNIPAMPA).

Link para o filme (SEM LEGENDAS): https://www.retinalatina.org/video/rosa-chumbe/

SINOPSE: Rosa Chumbe (Liliana Trujillo) trabalha como policial numa delegacia de Lima. Por se limitar ao trabalho administrativo e burocrático, leva uma vida entediante. Em casa, vive apenas com a filha e o filho recém-nascido desta, criado com poucos cuidados.

Trailer: https://youtu.be/-lQkneE3_iM

Dúvidas e outras informações em: charlasdecineclub@gmail.com
Sigam nosso instagram: charlasdecineclub

¡DALE!”

Informações completas em: facebook.com/charlasdecineclub

Organização do evento:
Charlas de Cineclub – UNIFESP.
Local:
Google Meet
Tipo de evento:

Projeto Produção Cultural e Literária

Colegas discentes e docentes, vimos por meio deste convidá-las/os para participar do nosso projeto “Produção Cultural e Literária”.

Que consistirá na organização e publicação de um livro com artigos nas seguintes temáticas voltadas para o campo literário:

  • Processo Criativo;

  • A Formação do Escritor;

  • Produção e Divulgação;

  • Publicação.

Portanto, se você esteve em contato com alguma destas temáticas e tem e/ou gostaria de produzir um artigo para integrar o nosso livro, fique atento/a as regras de submissão:

  • Submissão de Resumo até 10 de Junho;

  • Resumo de 400 a 600 palavras;

  • Normas ABNT;

  • Artigo de 8 a 15 Páginas.

Dúvidas e submissões através do e-mail: ppcpet@gmail.com