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Alunos do curso apresentaram trabalhos no 16º Siepe

Esta foi a primeira vez que o Campus São Borja sediou o evento e professores e estudantes atuaram também como avaliadores ou monitores

Durante os três dias do 16° Salão de Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão (Siepe) alunos do curso de Jornalismo de diferentes semestres aproveitaram a oportunidade de realizar apresentações de seus estudos em exposições orais e posters. O evento aconteceu de 22 a 24 deste mês e teve a participação de cerca de 2.300 credenciados. Este ano, foram 1.346 trabalhos aprovados para apresentação.

A seleção de trabalhos é feita a partir de algumas etapas. Inicialmente, as propostas inscritas são submetidas na forma de resumos, passando assim por um crivo pelo comitê científico, e se atendem a exigências, que envolvem muito mais que a parte de formatação,  o trabalho é então aprovado e pode ser exposto à comunidade. Durante as apresentações dos mesmos, avaliam-se a relevância do tema, o domínio, o impacto social, a contribuição do discente em relação ao trabalho e à área de pesquisa ou campo de investigação, a relevância científica, a organização, e até a desenvoltura de quem está apresentando. Critérios estes que são observados pelas pessoas que assumiram a função de avaliadores, docentes da instituição.

A cada nova edição do Siepe, o evento evidencia melhorias nos trabalhos e nas dinâmicas de sua própria organização. Os melhores trabalhos são premiados. (Confira no portal da Unipampa, a relação dos vencedores deste ano):

https://unipampa.edu.br/saoborja/cerimonia-encerra-16o-siepe-com-premiacao-de-trabalhos

Pensando nos modelos de submissão, foi permitido que as indicações de prêmios fossem feitas pelo próprio orientador do trabalho. Já em relação à organização do tempo, cada discente teve à disposição vinte minutos, tanto para apresentações orais, quanto para a apresentação de pôster. Com a possibilidade de oferecer muitas salas, o Campus São Borja possibilitou a toda comunidade acadêmica sessões menores, permitindo que as apresentações ficassem mais fluidas e que tanto os ouvintes quanto os apresentadores desfrutassem de apresentações mais tranquilas e harmônicas, o que nem sempre é possível em eventos com espaços diferentes.

O professor Flávio Bruno, da Comissão Científica deste Siepe conta sua experiência durante os três dias intensos no Campus: “É um mix de sensações, é um desafio grande, mas eu tinha a total confiança de que o Campus de São Borja poderia recepcionar um evento na envergadura do Siepe”, diz ele. “É uma realização muito grande sediar um evento como este em São Borja”, conclui.

Tanto a comunidade acadêmica, com seus servidores, técnicos terceirizados, docentes, discentes como a comunidade local, fizeram parte de uma grande acolhida para tornar esses três dias possíveis.

Professores e alunos de Relações Públicas forneceram todo o suporte para o credenciamento. Toda a área da comunicação, como Jornalismo e Publicidade e Propaganda, auxiliaram para levar todas as informações ao público, fornecendo a cobertura completa do evento, que também teve a ajuda de todo o pessoal do curso de Direito, participando das monitorias e apresentando seus trabalhos.

Alguns trabalhos de alunos do Jornalismo

As alunas Alexya Teixeira e Pauline Gonçalves, que estão cursando o segundo semestre do curso de Jornalismo, aproveitaram a oportunidade para se inscrever nesta 16° edição e realizar a apresentação em conjunto de um pôster que levava o título “A negligência no diagnóstico precoce de doenças cardiovasculares em jogadores de futebol”.

A ideia foi a de trazer este tema como pôster depois do impacto das notícias sobre a morte do jogador Juan Izquierdo, que sofreu uma parada cardíaca no meio do campo, durante uma partida de futebol. A partir de uma análise realizada, foi possível observar como a mídia trata este tipo de situação que acontece com alguns jogadores de futebol. O foco do trabalho das alunas foi buscar observar como o jornalismo toma o enfoque destes problemas. Para elas, a experiência de vivenciar o primeiro Siepe foi enriquecedor.

“A gente está tendo contato com o pessoal de outros campus e essa integração faz toda a diferença pra gente poder compreender melhor e ter mais experiência em seminários e apresentações de trabalhos. Com certeza vai ser algo enriquecedor para a nossa carreira” destaca a estudante Pauline.

A aluna Gabriela Antunes, que está no quarto semestre do curso de Jornalismo, também levou seu trabalho para apresentação em pôster. O tema escolhido foi “A dicotomia na abordagem midiática do futebol feminino e masculino no globo esporte”, em que ela buscou analisar a diferença na abordagem dada ao futebol feminino em comparação ao futebol masculino no telejornalismo. Gabriela também participou do evento pela primeira vez e destacou a sensação de poder estar vivenciando este momento: “Está sendo muito legal, é bem diferente do que eu imaginava, os avaliadores são bem queridos. O público que vem também é muito legal, todo mundo se ajuda, todo mundo presta atenção na apresentação do outro”.

Matheus Henrique Ribeiro, também aluno do curso de Jornalismo e cursando o quarto semestre, conta que sua primeira participação no Siepe foi para trazer como tema de pôster a “Linguagem comunicacional das batalhas: Um estudo sobre a comunicação nas batalhas de Joinville-SC”. Trazer este tema para o Siepe foi por conta de estar cursando a área da Comunicação, além de gostar muito das batalhas de rima, um movimento cultural e periférico. O objetivo deste trabalho foi o de buscar entender como funciona a comunicação dentro de uma batalha de rima e de slam, com o objetivo de trazer isso para a área acadêmica e poder trabalhar essa liberdade de expressão no Campus. Foram a partir de análises, pesquisas e entrevistas que se formou todo seu trabalho. Mateus participa do grupo PET História da África, no qual era necessário trazer um projeto, e um deles foi a questão do PET cultura, que busca fazer coisas voltadas para a cultura black dentro da Universidade. Ele conta que foi a partir deste aspecto que surgiu uma das vertentes que é as batalhas de rima, com o objetivo de expandir este assunto cada vez mais dentro da Unipampa.

Matheus Henrique também é estreante nesta 16° edição do evento. Para ele, fazer parte do Siepe foi um misto de nervosismo e ansiedade: “Nervosismo por apresentar e também por sediar este evento. A ansiedade por conta da apresentação do trabalho e por reencontrar pessoas que eu já conhecia de outros campus e por ter também a possibilidade de fazer novas amizades, conhecer outras culturas, outros gostos, conhecer outros trabalhos que são totalmente fora da área de comunicação”.

A contribuição deste evento em relação a sua futura profissão como Jornalista é algo que permitiu ao aluno expandir suas vertentes dentro desta área. E uma delas é poder trabalhar com a questão racial dentro do Jornalismo, um tema, segundo ele, pouco falado dentro da área da comunicação. Além de ser um tema que vai agregar fortemente sua visão profissional e principalmente, pessoal.

Já a aluna Ana Carolina Conceição realizou no último dia do evento (24), a apresentação oral do tema “O futebol como estratégia política para legitimar regimes autoritários em países da América Latina”. Tema que surgiu no semestre passado, no componente de Introdução ao Pensamento Científico, onde era necessário produzir um projeto inicial de pesquisa. E a grande paixão pelo futebol fez com que este tema viesse à tona. “Eu sempre tive muito a ideia antes mesmo de entrar na faculdade, de fazer algum projeto, alguma pesquisa, sobre o uso do futebol pela ditadura, porque foi um tema que sempre me intrigou muito, eu sempre via na televisão, assisti até um documentário que falava muito sobre essa questão do futebol sendo utilizado como uma arma ideológica, como uma arma de legitimação. E isso me chamou muito atenção, e foi por isso que eu realmente quis escolher este tema para trazer no Siepe”, ela conta.

Para Ana Carolina, participar do Siepe foi “algo muito legal”. Além de apresentar este tema, ela também participou de um trabalho como co-autora de uma revista realizada também em um componente curricular do curso. O Siepe, de acordo com a discente, pode contribuir muito para o seu desenvolvimento como futura jornalista: “É uma forma de eu me abrir com as outras pessoas, com a comunidade acadêmica, de modo geral”. A partir da sua apresentação oral, ela pode desenvolver sua apresentação para outras pessoas, além de poder falar de um tema que tenha conhecimento e que é a futura profissão de sua vida, o jornalismo esportivo.

Outros estudantes do curso também apresentaram, alguns atuaram até como monitores nas salas de apresentação e docentes do curso colaboraram como avaliadores dos trabalhos, em posteres ou apresentações programadas.

Os orientadores dos trabalhos dos alunos entrevistados :

  • de Ana Carolina Conceição: Professora Alciane Nolibos Baccin
  • de Gabriela Antunes: Professor Eduardo Vieira
  • de Alexya Teixeira e Pauline Golçalves:  Professor Miro Bacin
  • de Matheus Henrique Ribeiro: Professor Edson  Paniagua

Texto: Amanda Ferreira, bolsista da Coordenação

Fotos; Amanda Ferreira e Jonatan Mancias Soares

Da teoria à prática: As experiências das aulas laboratoriais no curso de Jornalismo

Professores e estudantes relatam suas percepções e divulgam amostras do que fazem

No curso de Jornalismo da Unipampa, a partir do quarto semestre, os alunos começam a exercitar aulas laboratoriais,  deixando de focar exclusivamente no estudo das teorias dos semestres iniciais e começando a vivenciar as aulas práticas.  O ensino, por exemplo de Produção Audiovisual Jornalística I, disciplina que marca o início das práticas em telejornalismo, favorece a aprendizagem na perspectiva do telejornalismo em sua origem, como também no acompanhamento tecnológico que vem se obtendo com o passar do tempo.

É neste espaço que os alunos têm a oportunidade de colocar em prática essas constantes mudanças e transformações discutidas em sala de aula, integrando o aprendizado teórico às experiências reais de produção audiovisual. A professora Roberta Roos Thier, que ministra os componentes de Tele I e Tele II, considera que as dificuldades que estão presentes neste desafio, são dificuldades que acontecem tanto para quem é aluno, quanto para quem entra no mercado de trabalho. E são nestas aulas que ela observa a funcionalidade dos discentes.  O seu objetivo em aulas laboratoriais é observar se tudo que foi dado em aulas expositivas irá fazer sentido em uma aula prática.

“A aula de pauta”, diz ela, “tem coisa mais simples do que uma lauda de pauta? Ahhh… como é que eu produzo a pauta? Ahhh… a pauta é pra isso, pra ver o tema, pra ver as fontes, pra ver o endereço, pra ver o telefone e colocar as informações. Mas, na hora que nós formos exercitar surge um monte de dúvida. Onde é que eu coloco, como é que é, o que a gente faz, então é justamente isso: Uma coisa é ver na teoria e outra coisa é praticar, por mais simples que seja.” ressalta a docente.

Há cerca de 11 anos, durante sua trajetória como professora de audiovisual, surgiu a necessidade de criar o Pampa News, com o intuito de ser um laboratório de prática experimental para alunos exercitarem a produção audiovisual.  O objetivo principal do Pampa News é o de dar aporte a experiências práticas, servindo como um trampolim para o mercado de trabalho.

Durante os componentes práticos, os docentes avaliam o que os alunos produzem e levam em conta vários aspectos sobre as novas turmas, principalmente, o número de alunos, o perfil de cada um e a forma como poderão ser desenvolvidas as atividades. E como o tempo acaba se tornando curto, na maioria das vezes, não se consegue explorar significativamente a forma individualizada de cada discente. Foi para isso, segundo a professora Roberta, que o Pampa News surgiu, servindo de apoio e exercício focado nas práticas.

Todo o aluno que sente essa necessidade de experimentar e exercitar algo novo tem total perfil para fazer parte da equipe. O querer, de acordo com a professora Roberta, é o perfil adequado para realizar trabalhos laboratoriais como aulas em estúdios. Essas aulas laboratoriais são decisivas em relação a muitos aspectos da vida do aluno no curso de Jornalismo. A aluna Kendra Caroline Chaves D’avila, por exemplo, destaca a importância de poder estar praticando aulas laboratoriais: “Às vezes, no começo, geralmente, a gente não consegue fazer perfeitamente as coisas, mas, depois a gente vai pegando a prática, e aí a gente consegue desenvolver um método próprio da gente de fazer uma reportagem, de coletar um dado, confirmar uma informação. Eu acho que é válido pra gente isso, pra gente fazer os nossos próprios métodos para entrar no mercado de trabalho bem estruturado”, avalia, levando em conta sua experiência.

Além de toda a sua importância dentro da vida acadêmica, as aulas laboratoriais também  geram desafios na vida de cada discente. E além de ouvir e buscar tomar notas das explicações dos professores, os estudantes também devem ter o perfil de querer exercitar todos esses fundamentos. O aluno Matheus Henrique Ribeiro destaca que: “O aluno sair da zona de conforto, sair ali da teórica, da sala de aula, onde a gente vai aprendendo como faz, e chegar no laboratório e botar em prática tudo que aprendeu na sala de aula. O perfil do aluno é aquele estudante que quer saber mais, não só aquilo que aprende, mas também chegar em casa e estudar, e pesquisar, e sair procurando, e vendo vídeo de como faz tal coisa, pegar no seu próprio celular e fazer na área de campo, na rua.”

Além do Pampa News, outro importante espaço de prática jornalística para os alunos da Unipampa é a Agência Experimental de Jornalismo, a I4. Criada em 2013, tem por objetivo realizar a produção de conteúdos jornalísticos diferenciados, possibilitando a experimentação, inovação e interação com o público a partir de variados sistemas de produção. É na I4 que os discentes conseguem simular várias situações reais de coberturas jornalísticas. Um exemplo mais recente foi a cobertura das eleições municipais em São Borja. Durante este período, toda a equipe da I4 participou diretamente dos debates, e após a finalização, puderam conversar com os candidatos. Praticando e simulando, principalmente, a pressão do tempo em relação a uma redação.

Durante todo este percurso, as dificuldades são comuns para os estudantes. E assim como no Pampa News, na I4 não é diferente. Os alunos do curso de Jornalismo costumam ter uma carga horária extensa de componentes e por serem projetos extracurriculares, tanto a I4 quanto o Pampa News exigem ainda mais dedicação, ocupando um grande espaço no tempo de apuração e produção de notícias e conteúdos.

Além do tempo considerado um fator comum de dificuldades durante estes ensinos laboratoriais, outro desafio frequente nas aulas práticas é o de conquistar a credibilidade, algo que é inerente à profissão. Mesmo em uma agência de notícias como a I4, os voluntários frequentemente, enfrentam dificuldades ao tentar obter a confiança dos entrevistados.

A docente Alciane Nolibos Baccin, co-coordenadora da I4, ressalta a importância de equilibrar a teoria e a prática: “Tem que andar junto a teoria e a prática. Eu acho que praticar, fazer jornalismo a partir das técnicas é muito simples, agora tu ter uma reflexão profunda de como tu tá fazendo esse jornalismo, só quem já passou pela faculdade tem essa reflexão.”

Ela também enfatiza a necessidade de produzir um jornalismo de qualidade, onde a agilidade e a precisão caminhem juntas, exigindo um alto nível de dedicação dos participantes da Agência Experimental de Jornalismo.

A discente Elis Regina Rodrigues Madeira, voluntária da I4 aponta considerações valiosas sobre conseguir ligar as teorias com as práticas durante aulas e projetos laboratoriais. “Na faculdade, nós tivemos, redação I, II e III, dadas pelo professor Leandro e pela professora Alciane. Então, pelo que nós estudamos em redação, como escrever uma notícia, como escrever uma reportagem, como elaborar os títulos das matérias, isso a gente usa muito pra questão das produções das matérias para a I4. Então, sim, a teoria é ligada muito com a prática.” ressalta a discente.

As aulas laboratoriais oferecem uma prática de como é estar trabalhando com o jornalismo no dia a dia, tanto em uma redação quanto em um estúdio. A aluna Ana Carolina de Moura Conceição considera as aulas laboratoriais experiências mais próximas do núcleo do jornalismo e ainda destaca: “Eu me sinto muito bem fazendo essas aulas, porque eu acho muito legal. Eu adoro participar destas aulas porque nos semestres passados a gente não estava tendo muitas aulas práticas, e essas aulas práticas elas são uma forma de me imaginar daqui uns anos formada, me imaginar realmente trabalhando com o jornalismo depois que eu me formar.”

Todo aluno que busca cursar Jornalismo sempre almeja aulas práticas, mas é sempre importante destacar a importância de todas as teorias nos semestres iniciais. São elas que vão abrir portas para futuras práticas e compreensão de conceitos futuros. No curso de Jornalismo da Unipampa, oferece-se aos estudantes não apenas uma visão prática do trabalho jornalístico, mas também o preparo essencial para enfrentar os futuros desafios do mercado. A teoria e a prática, como destacam estudantes e professores, é o que realmente forma jornalistas reflexivos e capacitados para o futuro mercado de trabalho.

Links de alguns trabalhos disponíveis na íntegra em relação a alguns trabalhos realizados pelos discentes e voluntários da I4 e do Pampa News.

https://youtu.be/BdM0brg5qew?si=_RJj_0B2YumgfDr-

https://youtu.be/2NnkhFRnAO0?si=-GicicEw2OtySMpA

https://sites.google.com/view/i4plataformadenotcias/jornalismo/reportagem-i4?authuser=0

Texto: Amanda Moreira Ferreira, bolsista da Coordenação do Curso.

Crédito das Fotos: Jonatan Mancias Soares

Diretório acadêmico fala sobre sua gestão

Bolsista da Coordenação do Curso realizou entrevista com a chapa atual 

O Diretório Acadêmico de Jornalismo (DAJOR), está com uma nova gestão, trazendo novidades e divulgando seus objetivos. Atualmente, a nova coordenação é formada pelo presidente Matheus Henrique Ribeiro, pela vice-presidente Pauline Gonçalves, o tesoureiro Francisco dos Santos, a coordenadora acadêmica Elis Regina Madeira e a diretora de comunicação, Pâmela Anschau.  O objetivo principal do DAJOR, segundo seu presidente, é a luta pelos direitos e deveres dos estudantes na Universidade, além da busca de representatividade junto aos discentes.

Alguns projetos e iniciativas já tiveram “grande repercussão dentro desta gestão”, na avaliação que eles fazem do trabalho realizado. Um exemplo que citam é o das doações, no mês de maio, feitas em relação às enchentes que assolaram todo o estado do Rio Grande do Sul, inclusive, o município de São Borja. Foi neste período, explicam eles, que o Diretório Acadêmico mostrou a sua força. Através da mobilização dos estudantes do curso de Jornalismo, juntamente com a Atlética Raposas do Pampa e com os cursos de Publicidade e Propaganda e Direito, criaram-se iniciativas como a de arrecadação de donativos para as famílias ribeirinhas que estavam passando por aquele momento difícil.

A ação contou, segundo Matheus Ribeiro, “com a participação de 60 voluntários, sendo eles, alunos e também demais membros da comunidade acadêmica, amigos e pessoas dispostas a fazer o bem”.  Ele explica que “o valor total arrecadado foi de aproximadamente R$ 5 mil reais, dinheiro esse que foi direcionado para compras de mantimentos, produtos de higiene e limpeza, cobertores, etc”.

Segundo o presidente do DAJOR, aquela foi uma primeira missão do diretório e que começou com pouca mobilização, mas, que no decorrer dos dias, “tomou grandes proporções e possibilitou uma ajuda importante na vida de cada família atingida”.

“Atender demandas dos estudantes e buscar um meio ambiente acadêmico tranquilo” é algo que os atuais gestores “buscam fortemente”, segundo eles. É através de conversas recorrentes com os alunos do Curso, explicam eles, que assuntos como atividades externas, questões com os professores e tudo que envolva o meio acadêmico é tratado pelo DAJOR, sendo de total importância para os estudantes.

O Diretório Acadêmico conta também com o forte apoio da gestão do Campus e os contatos são estabelecidos através de frequentes mensagens em grupo de WhatsApp com o Diretor, Valmor Rhoden.  Este é um meio de comunicação onde são repassadas questões pertinentes que envolvem os discentes do curso de Jornalismo, explicam eles. O grupo de WhatsApp, chamado “Discentes de Jornalismo”,  favorece a troca de informação e atende a todas as questões acadêmicas que são de extrema importância para os alunos do Curso.

link do grupo: https://chat.whatsapp.com/FqHENXTQzbbBg21e5mG73A

O DAJOR tem “um papel fundamental dentro da vida de cada discente do curso de Jornalismo”, expressam os integrantes da chapa atual.  Nas palavras do atual presidente do Diretório Acadêmico (DAJOR), Matheus Henrique Ribeiro, que durante a antiga gestão, também já atuava  como Coordenador de Assuntos Gerais, foi a partir dessa sua atuação que ele foi convidado a assumir como presidente do Diretório.

“Uma das maiores satisfações é poder entender como funciona o curso de Jornalismo, não só com uma visão de discente, apenas, mas representar os discentes na direção, representar os discentes na coordenação, com os professores também, poder tá criando grupos, criando eventos que estão por vir, trazer palestras, enfim, e é bem gratificante.” ressalta Matheus Henrique.

As ideias e futuras novidades estão sempre sendo consideradas pela atual gestão. E é através das reuniões que ocorrem de 15 em 15 dias, durante as segundas-feiras, que são pensadas e elaboradas novas propostas e possíveis eventos. Durante todas as reuniões, a participação dos membros do DAJOR é muito significativa e todas as propostas e ideias ficam salvas em pastas no drive para possíveis discussões. É através dos encontros que são discutidas ideias de propostas e implementações, além de todas as questões que são debatidas com os alunos do curso durante o dia a dia.

Esse ano, a atual gestão do DAJOR vai buscar intensificar ainda mais a Semana Acadêmica do Curso de Jornalismo e também irá trazer palestras e assuntos que envolvam ainda mais o interesse dos alunos em relação ao Curso. A ideia, segundo eles, é ter o apoio dos docentes que são da comissão de eventos, Eloisa Klein, Adriana Duval e Miro Bacin. As propostas mais significativas tratam da integração dos calouros, a apresentação do curso de Jornalismo e a possibilidade de oferecer um meio acadêmico mais atrativo e integrador para os futuros calouros.

 

 

Curso recebe visitantes de projeto social

Crianças e adolescentes de Maçambará estiveram com alunos de Jornalismo

Crianças e adolescentes do projeto social Ponto de Partida, promovido pela Prefeitura de Maçambará, tiveram a oportunidade de conhecer a Unipampa Campus São Borja. A ideia surgiu a partir de uma conversa entre o educador social do projeto, Marcos Serres, e o professor do curso de Jornalismo, Eduardo Vieira da Silva. Os dois professores são amigos e se conhecem há alguns anos.

O passeio pelas dependências da universidade ocorreu na tarde de sexta-feira (13), e contou com a participação das crianças e adolescentes na aula do professor Eduardo da Silva, no componente de Produção Literária, no Curso de Jornalismo. A ideia foi incluir estes jovens numa agenda a São Borja e para que pudessem ter a experiência de participar de uma aula na instituição de ensino superior, e ter a oportunidade de conhecer o Campus São Borja.

Além disso, um dos principais momentos da visitação foi quando eles conheceram os laboratórios da Unipampa, especialmente o de TV. O Projeto Ponto de Partida é uma iniciativa da Prefeitura de Maçambará, por meio do Departamento de Assistência Social e do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

O projeto faz parte do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, que é um serviço essencial da Secretaria de Assistência Social e do CRAS. Existem também espaços para outros segmentos sociais como idosos e mulheres da área rural, mas a ideia do projeto Ponto de Partida é atender crianças e jovens, ajudando principalmente no desenvolvimento cidadão, no fortalecimento da autoestima, da autonomia e no combate ao trabalho infantil e adolescente.

No projeto atendem-se jovens de 12 a 18 anos com o objetivo principal de integrar estes adolescentes à sociedade. É neste projeto que ocorrem debates sobre Artes, Educação Financeira e sobre o Meio Ambiente.

O projeto está completando três meses de inauguração, mas mesmo sendo recente, já é perceptível a evolução de muitos jovens em relação à integração social, metas de vida e sonhos, segundo os próprios participantes.

A ideia do nome “Ponto de Partida” tem como significado, conforme o projeto, o desenvolvimento de uma vida cidadã, participativa e independente, pensando nos efeitos a longo prazo, preocupando-se em como isso irá impactar na vida dos participantes.

Conforme destaca o educador social Marcos Serres: “Lugar de adolescentes e crianças, não é trabalhando, mas sim, estudando, se divertindo, sendo integrados na sociedade, criando vínculos, convivendo, se fortalecendo e se empoderando”.

Integrante do projeto, Helena Garcez, 18 anos, ressalta o quão significativo é poder visitar a Unipampa Campus São Borja: “Eu acho que eu fui a pessoa que mais ficou empolgada quando disseram que a gente ia vir aqui pra Unipampa, porque eu queria muito conhecer uma universidade, um lugar de curso, eu queria muito. Eu estou adorando aqui, estou achando aqui muito simpático, as pessoas daqui também.”

O professor Eduardo Vieira da Silva destaca a relevância da iniciativa de apresentar a instituição para estas crianças e adolescentes: “É importante que eles tenham acesso. O objetivo foi esse: garantir que eles conhecessem a Unipampa para depois poderem escolher se querem estudar aqui. Mas, acima de tudo, agora eles sabem que existe perto deles uma universidade com essa qualidade”, salienta o docente, que atua como professor substituto em Jornalismo e Relações Públicas no campus local.

A aluna Heloisa Teixeira Domingues, do segundo semestre de Jornalismo, que faz  o componente curricular de Produção Literária, participou desta aula compartilhada. Durante o intervalo da aula, ela estava tendo uma bate-papo com uma das integrantes do projeto, e foi neste momento de trocas que ela pode passar algumas informações pertinentes e esclarecer algumas dúvidas que pairavam durante o diálogo. Questões sobre como ingressar na Unipampa, moradia e os cursos que cada Campus oferece, foram alguns dos assuntos abordados na conversa entre as duas.

Heloisa considera valioso o processo de participação de outras comunidades para conhecerem a Unipampa e durante uma conversa com os seus colegas de curso, considerou ainda mais válido levar informações sobre a Universidade para municípios vizinhos, com o propósito de oferecer ainda mais conhecimentos sobre a Unipampa e esclarecer dúvidas sobre a instituição.

Ela ainda destaca: “Eu gostei muito da participação de todos na aula, eu senti que aquilo ali foi uma pequena amostra que acaba incentivando as pessoas a quererem participar daquele ambiente. Principalmente porque é uma aula bem didática com o professor Eduardo, então eu acredito que eles tenham conseguido compreender bem o que a gente estava fazendo ali, o foco da gente e dos cursos. Mas ainda sinto que a gente tem um déficit de divulgação do que a Universidade Federal faz.” ressalta a aluna da Unipampa.

Texto e fotos; Amanda Moreira Ferreira, bolsista da Coordenação do Curso.

Alunos da graduação prestigiam evento do PPGCIC

Turma de alunos da graduação foi convidada para conhecer projetos da pós

O programa de pós-graduação em Comunicação e Indústria Criativa (PPGCIC) é um mestrado gratuito oferecido pela Universidade Federal do Pampa e envolveu alunos e professores também da graduação nesta sexta-feira (13). Estudantes de Jornalismo foram convidados a participar do evento Pit Stop da Criatividade, criado com o objetivo de promover um espaço de trocas sobre produções científicas, acadêmicas e culturais a partir de docentes, discentes e egressos do programa.
O professor Eliezer Pires da Silva (da UNIRIO) esteve presente no evento e partilhou uma aula inaugural do PPGCIC, que abordou o tema: A Modalidade Profissional na Pós-Graduação Brasileira.
Eliezer Pires é professor do Departamento de Arquivologia da UNIRIO e Coordenador dos Programas Profissionais da área Comunicação e Informação na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
O Pit Stop da Criatividade está em sua segunda edição e no final da tarde do último dia do evento, contou com apresentações de processos/produtos já desenvolvidos por mestrandos do Programa.
A docente Alciane Baccin destaca a importância de uma pós-graduação: “Quando tu trabalha na pós-graduação tu está contribuindo para que o estudante gere ele mesmo conhecimento através das pesquisas que ele desenvolve. A base da pós-graduação é a pesquisa. A gente possibilita que os estudantes que saem de uma graduação, possam investir em pesquisa e a partir disso gerar novos conhecimentos para sociedade, resolvendo problemas que existem hoje na sociedade. Através da pesquisa a gente pode levar mais conhecimentos e levar mais soluções para demandas sociais que hoje a gente tem”, explica a professora, que atua na graduação do curso de Jornalismo e no PPGCIC.

Texto e fotos: Amanda Moreira Ferreira, bolsista da Coordenação do Curso

Inspiração em sala de aula que vem da prática na televisão

Professora substituta fala da sua experiência como jornalista e na formação de novos profissionais

A atual docente substituta Clarissa Schwartz iniciou neste segundo semestre letivo suas atividades como professora no curso de Jornalismo. Natural de Ibirubá, Clarissa carrega em sua bagagem profissional seus títulos de Doutora em Comunicação e Extensão Rural na UFSM, Mestre em Extensão Rural (UFSM), Bacharel em Comunicação Social – Jornalismo (UFSM) e Pós-Doutorado em Comunicação, também pela Universidade Federal de Santa Maria.

As disciplinas ministradas pela docente são aulas laboratoriais, essencialmente práticas: Produção de Documentário Audiovisual e Jornalismo Especializado.

Quando escolheu cursar Jornalismo em Santa Maria no ano de 1994, priorizou uma universidade pública. A partir disso, tentou o vestibular e conseguiu garantir sua vaga na Universidade. Morar em Santa Maria era algo desejável por Schwartz, até porque seus pais tinham tido a experiência positiva de residir na cidade antes dela nascer, além de conhecer alguns amigos que também viviam ali. Escolher esta profissão como futura jornada teve certa influência de alguns primos que cursaram e já eram profissionais na área. Mas o que realmente teve um maior impacto nesta tomada de decisão foi a frase que seu tio lhe disse certo dia: “O mundo precisa de bons comunicadores”.

Ao recordar suas experiências na UFSM nos anos 90, ela relembra com precisão que quando se mudou para a cidade, levou em sua bagagem a sua máquina de escrever.

Era na máquina de escrever que Clarissa realizava os seus primeiros trabalhos como aluna do curso. Neste período a era da informatização estava chegando e tomando conta dos ambientes universitários, mas ainda assim, a abundância de equipamentos não era tão vasta como nos dias atuais. Entretanto, de acordo com ela, essas mudanças que o Jornalismo vivenciou foram mudanças técnicas, pois a docente acredita que a essência do Jornalismo durante aquele período comparado aos dias atuais, ainda é a mesma. Clarissa salienta: “quando a gente escolhe a profissão de ser um jornalista, você quer dar voz a outras pessoas, mostrar histórias que merecem ser contadas. Então eu acho que a essência permanece a mesma”.

Mas a professora destaca que, no nosso momento atual, em função dos processos de midiatização, ocorre maior participação do público e as pessoas exigem maior transparência, gerando ainda mais responsabilidade para os jornalistas.

A docente Clarissa Schwartz tem como marco em sua trajetória profissional, 15 anos de experiência na RBS TV de Santa Maria. E tudo isso começou em seu último ano de faculdade quando a então aluna, conheceu o projeto que a RBS desenvolvia, chamado Caras Novas. Este programa selecionava estudantes (na época de Porto Alegre, Santa Maria e Pelotas) para realizar uma espécie de estágio, onde aprendiam como operar as câmeras, realizar as apresentações, aprender sobre as edições e reportagens. Era neste programa que se aprendia como funcionava todo o núcleo da produção de uma televisão. Os treinamentos eram dados por profissionais, ocorriam de segunda a sexta em Santa Maria, e a cada quinze dias, os estagiários/alunos iam até a capital para realizar reuniões com todos os estudantes.

Foi a partir do Caras Novas que Clarissa começou a trabalhar na emissora em Santa Maria, atuando no início como freelancer, logo em seguida como repórter, e depois de um tempo, trabalhou nas apresentações e nas edições. Nos seus últimos cinco anos, ela atuou na coordenação do departamento de jornalismo da RBS TV.

Ainda hoje, lembra com muita precisão as ex-colegas Daniela Ungaretti e Isabel Ferrari, que também entraram para a emissora a partir do projeto Caras Novas.

Vida Profissional

 Um fator considerado expoente para ser um bom jornalista, de acordo com a docente, é a curiosidade.

O olhar generalista de um profissional da área da comunicação deve estar sempre atento a tudo que está acontecendo em sua volta. “Até porque este é o papel do jornalista, fazer com que a vida das pessoas seja mais fácil, que as pessoas conheçam seus direitos, fazer essa mediação.”

Durante a sua trajetória, Clarissa vivenciou muitas experiências e todas elas marcaram fortemente a sua vida profissional.

Em suas primeiras entradas ao vivo fora do estúdio da emissora, os repórteres tinham que ir até a CRT (uma companhia telefônica) para conectar o estúdio com o ambiente externo. Um novo recurso técnico passou a permitir também a entrada ao vivo em frente à emissora. Mas um delay no retorno dificultou a finalização da entrada ao vivo.

Experiências como essas são recorrentes principalmente em entradas ao vivo, e é comum que todo jornalista vivencie etapas como essa em sua trajetória profissional.

A docente Clarissa

O impacto que um professor tem na vida de um aluno é gigantesco, e com Clarissa não foi diferente. Paulo Roberto, docente de Radiojornalismo, ocupa um lugar especial dentro do coração de Schwartz. Seus métodos de ensino começavam com programas gravados, depois passavam para programas ao vivo e nos últimos semestres, acontecia um programa de debate, que era chamado de Rádio Ativo.

Neste programa todos os alunos experienciavam todas as funções (produtor, mediador), enquanto os demais colegas assistiam. Já o professor Paulo Roberto ficava com a parte da orientação e da avaliação dos discentes. Mas a parte mais incrível de tudo isso, não eram nem as atividades em si, mas sim, o final das aulas. Era neste momento que as conversas aconteciam, era ali que o professor Paulo Roberto comentava sobre os erros e sobre os acertos de todos. “Ele sempre foi um docente que se preocupou em fazer um bom jornalismo.” destaca Clarissa.

E para ela, todo professor ocupa também a função de incentivar, e, principalmente, de deixar marcas na vida de seus alunos.

Como atual professora substituta, Clarissa Schwartz ministra disciplinas práticas. E seu principal objetivo em suas aulas, é fazer com que os seus alunos tenham momentos de interação com profissionais que atuam no mercado de trabalho, tirando dúvidas e conhecendo um pouco mais sobre o dia a dia na redação.

Gerando a partir disso, trocas de experiências e aprendizados.

“Porque essa troca e esses momentos são muito ricos, são aprendizados muito grandes, tanto para os alunos quanto para quem está lá dentro do mercado de trabalho”, enfatiza a docente.

Estar atuando na Unipampa como docente do seu curso de formação oportuniza sua trajetória ainda mais. Possibilitando pesquisas sobre as mudanças e os desafios atuais do Jornalismo, além de possibilitar a convivência com turmas e grupos diversos, colaborando diretamente na formação dos futuros profissionais de Jornalismo.

O conselho que a docente Clarissa Schwartz deixa para os alunos do curso é que aproveitem muito todas as oportunidades, e que principalmente, nunca deixem de estudar. “Nunca percam essa vontade de estudar, porque o mundo hoje exige isso, nós devemos estar constantemente nos atualizando, e nenhum ambiente é tão rico como uma Universidade para isso”, ressalta.

Texto: Amanda Moreira Ferreira, bolsista da Coordenação do Curso.

 

Colação de grau interna diploma novos formandos

Solenidade foi realizada dia 5 de setembro, com presença do reitor da Unipampa

 

Mais um evento de colação de grau dos alunos dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Serviço Social marcou a agenda da Unipampa no campus São Borja.  A colação interna realizada dia 5 de setembro, aconteceu no Campus I da Universidade durante a tarde e contou com a presença de familiares e amigos dos formandos além de membros da comunidade acadêmica.

A mesa de autoridades foi composta pelo  reitor, Edward Frederico Castro Pessano , o diretor do Campus, Valmor Rhoden e os coordenadores dos cursos nesses três campos do conhecimento. A coordenação do Curso de Jornalismo esteve representada pela professora Eloisa Klein.

A sessão solene conferiu o título de Bacharel em Jornalismo aos nossos formandos. O estudante Jardel Carlos Souza Tavares esteve presente enquanto demais formandos, como as graduandas Maria Eduarda Greco Cargnelutti e Raissa pinheiro Stringuine realizaram suas formaturas em gabinete, uma modalidade fechada de colação de grau e prevista em regimento para quem justifique a impossibilidade de comparecimento às cerimônias públicas.

De acordo com a professora e coordenadora substituta do curso de Jornalismo Eloisa Klein, a alegria de poder ajudar esses concluintes em toda sua trajetória, gera uma grande satisfação de dever cumprido nos professores. “Nós conseguimos ajudar esses alunos a terminar a sua caminhada, além de ressaltar a nossa alegria de termos uma universidade pública, de podermos permitir aos alunos fazerem um curso inteiro de maneira gratuita, isso pra nós é uma grande satisfação, e saber que a gente deixou uma marca e que a gente contribuiu com cada um dos alunos que se formaram.” destaca a docente. A professora do curso, Alciane Baccin, homenageada, acompanhou a solenidade e prestigiou a outorga do título aos formandos.

O formando Jardel Tavares conta que tem ainda muitos outros desejos futuros dentro da sua jornada acadêmica. Seus planos e perspectivas prevalecem com fortes anseios para realizar o mestrado e o doutorado, além das fortes expectativas para se inserir no mercado de trabalho e atuar na sua área de formação.

“Eu sou um rapaz lá do norte, e eu vim de lá pra concluir aqui o ensino superior, a Unipampa é a minha segunda casa. Sentirei muita falta dos laços que criei aqui, das amizades, dos professores e do convívio com os meus amigos, as sociais que a gente fazia e os momentos que a gente se reunia entre amigos para realizar matérias e entrevistas. Tudo isso vai ficar guardado em um lugar bem especial pra mim”, disse Jardel.

Texto e imagens: Amanda Moreira Ferreira, bolsista da Coordenação do Curso

Café com Libras: Fortalecendo a comunicação de surdos na comunidade

Projeto visa a Comunicação Cidadã com envolvimento de docentes e alunos

  Uma tarde enriquecedora, de aprendizados, muito conhecimento partilhado, Libras e muito café. O primeiro encontro do segundo semestre do ano do Projeto de Extensão Café com Libras, registrado há três anos o no Curso de Jornalismo, foi realizado na Praça da Lagoa neste sábado(31). Com diversas atividades teóricas e práticas interativas de sinais relacionados a letras do alfabeto, alunos e professores interagiram com pessoas da comunidade, numa integração entre surdos e não surdos.

    O Projeto Café com Libras vem desenvolvendo um ambiente de crescente trocas de conhecimentos na comunidade de São Borja, junto aos participantes surdos ou ouvintes e que trazem suas vivências, compartilhando percepções de vida, fazendo dos encontros do projeto um meio no qual se cria e se consolida uma nova cultura surda em São Borja.  Esse avanço é positivamente notado nos encontros, que agora incluem a produção de um Video Book, visando contribuir para a documentação do projeto e registro histórico deste movimento de cidadania comunitária. O projeto tem apoio da Unipampa, através da Pró-Reitoria de Extensão e das políticas institucionais extensionistas na Universidade. A valorização das vivências em meio à comunidade surda e o fortalecimento na comunidade local de surdos por meio dela, traz os relatos dos participantes, que passam ou já passaram pelo Café com Libras e faz com que o projeto chegue, cada vez mais, também a novas pessoas. O Video Book é organizado por Jonatan Soares e Micael Olegário.

Texto e imagens: Jonatan Soares, bolsista do projeto.

Alunos descrevem ao seu modo a construção do saber

Aulas teóricas estimulam a capacidade hermenêutica e de expressão

Beatriz, explicando em sala os sentidos a partir das leituras

Alunos do segundo semestre curricular do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) foram provocados durante as aulas de Teorias da Comunicação a uma metodologia participativa, quando experimentaram a oportunidade de expor aos colegas sua leitura compreensiva de textos fundadores na área.

A metodologia de ensino não é inovadora, mas tem seu valor à medida que procura criar um ambiente de aprendizagem em sala de aula mais interativo e dinâmico, por meio da abertura de espaços de diálogo, com protagonismo do estudante e fazendo com que direcionem a aprendizagem a partir de seus próprios entendimentos dos textos, sem fugir ao sentido dado pelos autores. O efeito foi de auxílio na concentração dos alunos e alunas e no incentivo ao seu envolvimento ativo no processo de ensino-aprendizagem.

Para os alunos que foram convidados a compartilhar seus conhecimentos sobre os autores estudados, a experiência contribuiu significativamente no desempenho acadêmico. Uma das graduandas participantes, Beatriz Chetco, afirmou: “Para mim, é muito eficaz. Antes da faculdade, eu era estimulada a decorar o conteúdo, mas, com esse método eu realmente consigo compreender o que estou estudando.”

Os colegas que assistiram atentos às apresentações também perceberam os benefícios da metodologia. A estudante Heloísa Teixeira Domingues comentou sobre a eficácia do método: “Funciona muito bem quando já tive algum contato inicial com o conteúdo. Ao ser exposto pelos colegas, consigo associar o que já vi com as novas informações recebidas. Gostei bastante e consegui entender o que foi apresentado.”

A experiência reafirma a importância de metodologias participativas no ensino superior ao tornar os alunos protagonistas de seu próprio processo de aprendizagem. Além disso, o entendimento e a retenção do conteúdo são significativamente ampliados, segundo relatam os próprios estudantes.

Texto: Pâmela Anschau de Almeida

Imagem: Alice Gulart Coffi

Alunos de Fotojornalismo saem na busca por histórias reais

Estudantes aplicam teoria à prática, entrevistando e produzindo imagens

Os alunos do componente curricular do Curso de Jornalismo, Narrativas Fotojornalísticas, participaram nesta quinta-feira, 29, da primeira saída de campo deste semestre. A atividade acadêmica foi realizada no Centro da cidade, onde puderam conhecer um pouco mais sobre a vida dos são-borjenses, aliando teoria e prática.
A atividade permitiu que os acadêmicos reconhecessem a importância do fotojornalismo, somada à narrativa textual para a veiculação de informação ao público. Conforme explica o professor do componente, Miro Bacin, “é a oportunidade de os acadêmicos porem em prática a abordagem, a observação e a entrevista dos personagens”.
Para o grupo de estudantes, “essa é a melhor maneira de reconhecermos temas relevantes para a comunidade e os relatar em forma de fotografias”. É o que diz Heloísa Domingues, do segundo semestre do curso. Sua colega, Alice Goulart Coffi, complementa: “Falar com as pessoas com o foco em suas histórias de vida é apaixonante e mostra para nós a importância do jornalismo”.
Um dos entrevistados pelos acadêmicos foi Ubatuba Pereira, ex-assessor do governador do Rio de Janeiro, o gaúcho Leonel Brizola. Aos estudantes, ele contou sobre sua participação em uma ação social que tratava da ajuda aos portadores de AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).
Outra entrevista feita pelos alunos foi com a artesã Adelina Cardoso, de 67 anos, há 35 anos na atividade. Ela participa da Associação das Artesãs de São Borja. A comercialização dos produtos se dá na Praça XV de Novembro, em frente à Prefeitura, nas manhãs de terças e quintas-feiras. “À tarde cuido do meu neto”, ela conta.
O resultado da saída de campo será apresentado na próxima aula, dia 5 de setembro, segundo o professor.
Texto: Alice Goulart Coffi e Heloisa Domingues
Imagens: Miro Bacin e Heloisa Domingues