Estátuas que contam histórias

Alunos da Unipampa lançam livretos sobre personagens de São Borja

No dia 10 de julho a Sala de Reuniões da SMEC foi palco de um lançamento especial que une memória, turismo e comunicação. A turma da disciplina Fronteira em Comunicação, do curso de Jornalismo da Unipampa, Campus São Borja apresentou oficialmente a coleção de livretos “Estátuas e Histórias”.

Sob supervisão da professora Adriana Duval e com organização da bacharel Ana Isabel Andrade, o projeto reúne informações históricas e culturais sobre cinco figuras emblemáticas da cidade: Getúlio Vargas, João Goulart, Apparício Mariense, Apparício Silva Rillo e Telmo de Lima Freitas. Os personagens foram escolhidos não só por suas trajetórias políticas, literárias e artísticas, mas também por estarem eternizados em estátuas espalhadas por São Borja, presença silenciosa no cotidiano dos moradores e ponto de curiosidade para quem visita a cidade.

A proposta surgiu a partir da ideia de valorizar essas estátuas como mais do que peças decorativas: elas são marcos que carregam camadas de história. E é nesse entrelaçar entre espaço urbano, memória e comunicação que nasce a série de livretos informativos, produzida em português e espanhol, com foco no público do turismo local.

A ideia de disponibilizar os livretos em dois idiomas surge do fato de São Borja fazer fronteira com Santo Tomé, na Argentina. A própria disciplina nasce dessa proposta, já que valorizar as culturas que se entrelaçam na fronteira é algo essencial. Diariamente, argentinos e turistas circulam pelas ruas da cidade, e compreender a cultura e os personagens que compõem esse espaço deve ser algo incentivado e valorizado.

“É um projeto que olha para o que já está ali, mas propõe que a gente olhe diferente”, explica a aluna do curso de jornalismo Kendra D`Avila, que participou do projeto, ela diz que a disciplina tem esse intuito de valorizar a cultura e gostou de participar e entender sobre esse personagens que muitas vezes se sabe o nome, mas não a história e significância.

Os livretos estarão disponíveis em formato digital, gratuitamente, por meio de QR Codes que serão espalhados em pontos estratégicos da cidade, uma forma prática de democratizar o acesso à informação, sem perder o encanto da curiosidade espontânea que surge diante de uma estátua. A iniciativa faz parte da série Memória São Borja/RS, e marca um passo importante no diálogo entre comunicação e patrimônio cultural. Porque contar histórias, afinal, é também preservar quem as viveu, mesmo que hoje estejam parados no tempo, feitos de bronze ou cimento.

Texto: Heloisa Teixeira Domingues, bolsista da Coordenação do Curso.

Imagens: Kendra D`Avila