Sobre

Dados SISU

Nome do Curso: Educação Física – Licenciatura
Código do Curso: 1107084
Local onde é ofertado: Campus Uruguaiana
Turno: Noturno
Regime: Semestral
Grau: Licenciado em Educação Física
Carga Horário: 3305 horas
Duração Regular: 9 semestres

Histórico do curso

O curso de Educação Física figura entre os mais antigos cursos de ensino superior estabelecidos nas Universidades e Faculdades Brasileiras. A primeira turma formada no Brasil tem mais de 35 anos. No Rio Grande do Sul, as Universidades Federais localizadas no Estado ofertam o curso de educação física, o qual também é opção em diversas outras Instituições Federais e Privadas do País. Ao longo desses anos, a formação em Educação Física avançou em direção a uma atuação profissional ampla, que vai desde a escola até a atuação técnica como em clubes.

A Universidade Federal do Pampa é uma instituição nova, que desde sua concepção assumiu diversos desafios. O desafio inicial é ser uma Instituição que já foi criada com 10 campi em cidades diferentes com o objetivo de colaborar para o desenvolvimento da região da fronteira oeste e campanha do Estado do Rio Grande do Sul. O curso de Educação Física apresenta como diferencial uma formação considerando grande interdisciplinaridade com outros cursos da área da saúde e educação da Unipampa, possibilitando ao estudante uma visão ampla da profissão, sem perder a identidade de educador que se procura no profissional formado.

O curso de Educação Física da UNIPAMPA recebeu sua primeira turma de graduação no ano de 2009. O curso oferece 50 vagas anuais para cursar 8 semestres, predominantemente no turno noturno.

A primeira coisa que um projeto ou currículo pode dizer a uma turma de futuros professores é do prazer de ser professor. Não se trata de nenhuma estratégia de autoajuda ou autoestima pedagógica, é apenas um testemunho necessário. A formação de um educador ou o seu despertar, pede para ser vivido intensamente, este é o convite à docência; estudar acreditando que bons professores sempre fazem falta, e o ofício não deixa de ser uma importante e interessante dimensão humana.

O currículo de nossa licenciatura quer ser este convite insistente ao ser professor, sem dourar pílulas, mas revestindo a docência de suas características social e política, mostrando e incitando sua natureza criativa e agregando significações éticas, estéticas, de compromisso social, de transformação e acesso à educação.

Ser professor sobre este ângulo apresenta-se bem mais instigante e desafiador, mesmo pesando os contracheques, da mesma forma quando imaginarmos junto ao licenciando o processo pedagógico como espaço-tempo singular de construção do conhecimento, troca de saberes, e lugar de socialização.

Apostamos em um currículo para a licenciatura preocupado mais com as concepções do que com as competências, com as vivências do que com as explicações, com os diários do que com os planos de aula, relatos e observações do que análises e julgamentos.

Importante ressaltar que a Educação Física no currículo escolar apresenta-se como o espaço do movimento e o tempo do corpo, do organismo do orgânico, produção de energia, expansão de vitalidade.

Os dualistas e os dicotômicos creem na EF como o momento para desenvolver o corpo (duas aulas semanais contra vinte e três para o cérebro), da mesma forma compreendem o recreio como uma concessão ao corpo para melhor subjugar o cérebro e domesticá-lo às fórmulas, conceitos, gramáticas, noções a serem implantadas, competências a serem desenvolvidas, hierarquias a serem assimiladas.

Entretanto, pensamos a Educação Física propondo um currículo escolar mais na rua, mais fora das salas, utilizando diversificados ambientes como espaços pedagógicos; nós somos profissionais em espaço aberto, talvez possamos convidar outros/as professores/as de outros componentes curriculares para um passeio, estudar sobre os locais onde se encontram as escolas, uma educação menos voltada para as rotinas e padronizações (características tão avessas a maioria das crianças e jovens); o jogo como elemento educativo pode ser exportado para outros componentes e a dimensão artística, ética e estética, também bastante negligenciadas, teriam muito a contribuir para embelezar as vivências curriculares. Logo a EF neste projeto pedagógico é vista em sua concepção interdisciplinar, potencializada em seus limites de “área”, para que estes sejam pontes de um conhecimento mais inteiro e consequentemente mais afim às necessidade e realidades escolares e acadêmicas.

A formação de um professor de EF pode pensar o componente curricular dentro de um determinado currículo, de uma determinada escola, em uma determinada sociedade, e não partir apenas dos saberes específicos da área; é sobre isto que nos reportamos quando nos referimos a concepções mais que competências, as primeiras levam à inserção, as segundas à adaptação.

As componentes curriculares deste currículo de formação de professores buscam pontes entre si, mais que limites específicos de áreas, buscam fugir de grades e eixos, das famosas gavetas da ciência pedagógica e para tanto propõe o curso como um processo que não pode estar em formas e formatações rígidas, apresenta-se como pauta de trabalho e assume o diálogo como forma de conhecer as necessidades e potencialidades dos grupos de estudantes e elemento fundamental para uma concepção onde conhecimentos não são transmitidos, são reconstruídos no universo subjetivo de cada pessoa em socialização com o grupo.

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Perfil do egresso

O Curso de Educação Física da Unipampa visa formar profissionais capacitados para intervir criticamente na educação básica e tecnológica e em espaços sociais educativos enquanto componente curricular e como prática pedagógica, articulando conhecimentos teóricos e práticos das diferentes áreas do saber que atendam às necessidades contemporâneas da sociedade quanto à formação de professor.