O curso

O CURSO

O curso tem como objetivo principal habilitar, em nível de Pós-graduação lato sensu, profissionais de educação graduados de modo que ampliem o conhecimento acerca da área educacional e do exercício da docência no Ensino Fundamental e Ensino Médio.

O curso se propõe a apresentar e desenvolver o conceito de interdisciplinaridade e transversalidade com os acadêmicos para que, de posse desta ferramenta conceitual, possam desenvolver atividades que promovam e/ou aperfeiçoem sua utilização em sala de aula. Busca reconhecer a necessidade de incorporar os temas transversais como forma de relacionar temas significativos para a formação da cidadania com as áreas curriculares que compõem as propostas pedagógicas das escolas da região. Por fim, proporcionar conhecimento das bases epistemológicas da interdisciplinaridade e dos temas transversais para que, ao adquirirem os novos conhecimentos,tenham facilitado os seus exercícios da prática docente nas instituições escolares (educação formal) e demais espaços sociais de produção de conhecimento (educação não formal).

Objetivos e concepção pedagógica do curso

O curso tem como objetivo principal habilitar, em nível de Pós-graduação lato sensu, profissionais de educação graduados de modo que ampliem o conhecimento acerca da área educacional e do exercício da docência no Ensino Fundamental e Ensino Médio. Como objetivo específico procura proporcionar conhecimento dos pressupostos epistemológicos que embasam as práticas docentes, de modo que os pós-graduandos possam aperfeiçoar o exercício da docência. O curso se propõe a apresentar e desenvolver o conceito de interdisciplinaridade e transversalidade com os acadêmicos para que, de posse desta ferramenta conceitual, possam desenvolver atividades que promovam e/ou aperfeiçoem sua utilização em sala de aula. Busca reconhecer a necessidade de incorporar os temas transversais como forma de relacionar temas significativos para a formação da cidadania com as áreas curriculares que compõem as propostas pedagógicas das escolas da região. Por fim, proporcionar conhecimento das bases epistemológicas da interdisciplinaridade e dos temas transversais para que, ao adquirirem os novos conhecimentos,tenham facilitado os seus exercícios da prática docente nas instituições escolares (educação formal) e demais espaços sociais de produção de conhecimento (educação não formal).

 Base epistemológica e pedagógica:

O pressuposto epistemológico que fundamenta o projeto pedagógico do Curso é o construtivismo, pelo qual se compreende que a relação ensino-aprendizagem se constrói pela mediação entre o sujeito e o objeto de conhecimento. Portanto, pressupõe uma pedagogia relacional, com mútua interação e influência entre professores e acadêmicos mediatizados pelo meio sócio-cultural e pelas questões políticas e econômicas presentes na comunidade onde estão inseridos.

 Organização da coletividade:

Na composição e organização da turma, os acadêmicos serão orientados para composição de grupos de interesse em torno de temáticas específicas na relação com sua prática/atuação profissional. Estes grupos serão o núcleo base das Oficinas de Práticas de Ensino Interdisciplinar desenvolvidas em cada um dos módulos temáticos, momento de construção dos Projetos de Intervenção Prática. A aposta é que na pluralidade de indivíduos do grupo criem-se situações favorecedoras da experiência e da vivência da interdisciplinaridade, além de fortalecer a dimensão coletiva do conhecimento e da pesquisa como princípio educativo fundamental.

No que diz respeito à organização do trabalho docente, respeitando os princípios da interdisciplinaridade, do trabalho por projetos e do trabalho colaborativo, os profissionais também desenvolverão a ensinagem neste viés, por meio da composição de grupos de trabalho no desenvolvimento dos módulos; docentes de diferentes áreas de formação e/ou conhecimento, que trabalham suas percepções e saberes a respeito das temáticas dos módulos, complementando e diversificando o conhecimento produzido pelos acadêmicos.

Em ambas participações há um nível de trabalho individual em paralelo, que se alterna, se qualifica e se significa nas experiências coletivas. Tal organização de coletividade pressupõe a aprendizagem orientada pelo princípio metodológico da ação-reflexão-ação e aposta na resolução de situações-problema, pela pesquisa, como uma das estratégias didáticas privilegiadas, pela via de projetos de aprendizagem desenvolvidos coletivamente.

Flexibilização curricular: atendimento às necessidades educacionais especiais dos acadêmicos

Com base: (a) na atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº 9.394/96, artigo 59, que preconiza que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização específicos para atender às suas necessidades; (b) na Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.956/2001, que afirma que as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as demais pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência, toda diferenciação ou exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades fundamentais, com repercussão direta no campo da educação; (c) no Decreto nº 5.296/04, que regulamentou as leis nº 10.048/00 e nº 10.098/00, estabelecendo normas e critérios para a promoção da acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida; (d) na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU em 2006, da qual o Brasil é signatário, a qual estabelece que os Estados Parte devem assegurar um sistema de educação inclusiva em todos os níveis de ensino, em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social compatível com a meta de inclusão plena, adotando medidas para garantir que “As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência (…) (Art.24)”; (e) Decreto nº 6.094/2007, que estabelece dentre as diretrizes do Compromisso Todos pela Educação, a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo a inclusão educacional nas escolas públicas; e (f) na Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva (MEC/SEESP, 2008), que tem como objetivo assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, orientando os sistemas de ensino para garantir: acesso ao ensino regular, com participação, aprendizagem e continuidade nos níveis mais elevados do ensino; transversalidade da modalidade de educação especial desde a educação infantil até a educação superior (…) (p. 14); este curso prevê flexibilização curricular aos acadêmicos que apresentem necessidades educacionais especiais derivadas de condições de deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação ou outras condições que imponham atenção diferenciada. Tal flexibilização é viabilizada pela modalidade de educação especial, que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades da educação, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os serviços e recursos próprios desse atendimento e orienta os alunos e seus professores quanto a sua utilização nas turmas comuns do ensino regular. Na educação superior, a transversalidade da educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso, a permanência e a participação dos alunos. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos, que devem ser disponibilizados nos processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvem o ensino, a pesquisa e a extensão (idem, p. 17). Na UNIPAMPA, o apoio e orientação aos acadêmicos e docentes – atendimento educacional especializado – têm sido apoiados pelo NInA (Núcleo de Inclusão e Acessibilidade) e, nas unidades acadêmicas, pelos NuDE (Núcleo de  Desenvolvimento Educacional), com apoio do NInA.

No âmbito do curso, esta flexibilização curricular e o atendimento diferenciado se beneficia pela característica didático-pedagógica do trabalho colaborativo, visto que este proporciona trocas entre alunos com níveis cognitivos diversificados o que, por sua vez, é um meio de promover a inclusão social e na aprendizagem significativa. Apesar das inúmeras investigações sobre a importância do trabalho colaborativo, a organização e administração das instituições de ensino têm sido predominantemente individualizadas, assim como o enfrentamento de dificuldades por parte de professores e alunos. O considerável grau de diversidade encontrado em sala de aula tem deixado muitos professores esgotados profissionalmente. As antigas fórmulas de ação parecem não mais servir para enfrentar os problemas e promover a inclusão, por isso a importância de se estudar maneiras diferenciadas de trabalho que apenas facilitem o processo de ensino e aprendizagem como também promovam a inclusão.  O trabalho colaborativo entre os professores é um excelente meio de ajudar o educador a lidar melhor com as diferenças, já que estará trocando saberes com seus colegas de trabalho.

Assim, conforme preconiza o Programa INCLUIR – Acessibilidade da Educação Superior, a inclusão das pessoas com deficiência na educação superior deve assegurar-lhes o direito à participação na comunidade com as demais pessoas, as oportunidades de desenvolvimento pessoal, social e profissional, bem como não restringir sua participação em determinados ambientes e atividades com base na deficiência. Igualmente, a condição de deficiência nãodeve definir a área de seu interesse profissional (2012, p. 9-10).

Organização curricular (matriz):

A organização curricular do Curso apresenta a seguinte composição, estrutura e desenvolvimento:

EIXO I: Eixo Mobilizador de Conhecimentos Fundamentais

Módulo 1: Princípios da Interdisciplinaridade

Módulo 2:Pesquisa como Princípio Educativo;

Módulo 3: Fundamentos da Educação: epistemologia, pedagogia e processos de ensino-aprendizagem.

EIXO II: Eixo Articulador de Módulos Temáticos 

Os módulos e seus elementos curriculares são:

Módulo 1: Meio ambiente, educação e cidadania;

Módulo 2: Temas transversais na educação;

Módulo 3: Interculturalidade e educação.

EIXO III: Eixo de Construção e Síntese de Conhecimentos 

Módulo unificado, de orientação e aplicação dos projetos desenvolvidos pelos Grupos nas Oficinas, composto  de orientações/mediações de Seminário de Socialização dos Projetos de Intervenção Prática. O terceiro eixo é o da culminância do conhecimento construído nos módulos anteriores, considerando a perspectiva didático-metodológica anunciada. É neste eixo que se dá, portanto, a síntese do conhecimento que deve ser expressa pelos acadêmicos de duas formas distintas e complementares: 1ª) pela apresentação do projeto de intervenção prática em Seminário de Socialização da Produção Interdisciplinar na Educação, a ser realizado no final do curso; e 2ª) pela produção de um trabalho final como expressão da síntese na forma de produção científica coletiva (artigos).

Perfil do Egresso

O egresso da pós-graduação Educação Interdisciplinaridade e Transversalidade, a partir dos conhecimentos e pressupostos epistemológicos adquiridos no decorrer do curso e embasados nas suas reflexões sobre as práticas docentes, estarão aptos a aplicar conhecimentos, métodos e estratégias que provoquem a melhoria da prática docente, tanto no ensino fundamental como no ensino médio. A partir de ferramentas interdisciplinares deverão desenvolver atividades que promovam e/ou aperfeiçoem a prática do ensino em sala de aula. Deverá reconhecer a necessidade de incorporar os temas transversais como forma de relacionar outros temas para a formação da cidadania com as áreas curriculares que compõem os projetos políticos pedagógicos das escolas. Considera-se que as bases epistemológicas da interdisciplinaridade e dos temas transversais adquiridos na pós-graduação sejam facilitadores do exercício da sua prática docente.  Público alvo: profissionais das diferentes áreas do conhecimento com curso de graduação devidamente reconhecido pelo MEC.