Eventos

V Jornada Acadêmica da Engenharia Florestal

Nos dias 20, 21 e 22 de maio de 2019, foi realizada a V Jornada Acadêmica da Engenharia Florestal, no campus da Unipampa – São Gabriel. O evento contou com diversas palestras e minicursos, além de mesa redonda com egressos do curso na instituição e o I Fórum de Estudantes da Engenharia Florestal da Unipampa.

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Programação do primeiro dia da V JAEF
Programação do segundo dia da V JAEF
Programação do primeiro dia
Programação do terceiro dia da V JAEF
Credenciamento
Abertura da V JAEF
Público da V JAEF

Minicurso
Mesa Redonda com Egressos

Equipe organizadora da V JAEF

 

Durante o I Fórum de Estudantes da Engenharia Florestal da Unipampa, os discentes redigiram uma carta aberta direcionada aos professores do curso, visando suas perspectivas e anseios.

I Carta Aberta dos Estudantes de Engenharia Florestal UNIPAMPA

Nós, discentes do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Pampa, juntamente com egressos, nos reunimos no I Fórum de Estudantes de Engenharia
Florestal da UNIPAMPA, no dia 22 de maio de 2019, durante a V Jornada Acadêmica de  Engenharia Florestal, com o objetivo de discutir o que buscamos para nossa formação. Durante o fórum debatemos sobre os problemas atuais e as expectativas que temos em relação ao curso e à atuação profissional.

Dentre as pautas abordadas, primeiramente foi apontado que há a tendência de
direcionar os acadêmicos a formação exclusivamente técnica, destinada à área de
produção industrial, dando essa como única e ignorando as aptidões e afinidades dos
alunos e alunas do curso a outras áreas do grande leque que a Engenharia Florestal
proporciona. Deve-se levar em consideração que existem distinções entre os perfis dos estudantes, pois isso irá favorecer o desenvolvimento dos alunos e da Universidade.
Acreditamos que aceitar que as diferenças vêm para somar, nesse caso, é o primeiro passo para formar uma geração de profissionais que se completam, que não disputam entre si.

Afinal, como a demanda do mercado seria atendida se todos os profissionais seguissem o mesmo caminho?
A ausência da disponibilidade de livros didáticos e literaturas específicas às áreas da
Engenharia Florestal e a localização da biblioteca que deveria ser no campus, também dificultam a formação de Engenheiros e Engenheiras Florestais completos. Outro ponto que pesa, inclusive citado pelos egressos, é a falta de aplicabilidade do que se vê em sala de aula, ou seja, práticas e atividades extraclasses que estimulem os discentes a inserir-se na área florestal e a construir redes de contato fora do ambiente acadêmico. Sendo assim, reiteramos a necessidade de se ter aulas práticas, pois a sala de aula não é somente o espaço entre quatro paredes, na nossa área há muito o que aprender a campo. Além disso, executar a teoria é uma das formas mais eficientes de fixação de conteúdo e aprendizado.

Estando cientes da falta de verba que nos assombra, não só na Engenharia Florestal, mas na UNIPAMPA em si, sugerimos a criação de áreas dentro do campus que facilitem a realização das práticas.
Percebendo a grande evasão de alunos em número elevado, acreditamos que a
falta de dinamismo por parte de alguns docentes que despejam o conteúdo de uma maneira mecânica e não buscam por atualização ou melhoria na didática foi pauta levantada pelos participantes durante o Fórum e contribui para o aumento dessa evasão. Dentro ainda da discussão relacionada a docência e grade curricular do curso, enfatizamos a necessidade urgente da redistribuição da carga horária e atualização da mesma!

Notamos, em conversa com egressos, que algumas áreas que podem ser de atuação do Engenheiro Florestal são abordadas de forma muito rasa durante a formação, como exemplo: certificação florestal, fruticultura, permacultura, SAF’s, segurança do trabalho, manejo de animais peçonhentos, floricultura e arborização urbana. Entendemos que temos uma visão geral sobre cada tema, mas nada específico que nos atribui a devida competência para atuação profissional nessas áreas.
Partindo do princípio de que alguns discentes apresentam perfis diferentes e grande
dificuldade em desenvolver a fala e apresentação frente a outros, os seminários solicitados em aula não são suficientes para que alguns alunos trabalhem da melhor forma esses empasses, sendo assim, sugerimos a criação de disciplinas com foco em comunicação oral e escrita. Acreditamos também, na necessidade de se trabalhar as relações interpessoais, desta forma, propomos a inclusão de disciplinas que dêem suporte para o desenvolvimento de relações humanas de qualidade, como: gestão de pessoas ou ética profissional.

Levando em consideração as dificuldades enfrentadas por uma Universidade jovem
e o cenário político atual, acreditamos que uma forma de crescermos como Universidade e profissionais é unindo o corpo docente e discente, assim conseguiremos contribuir para solidificar uma Engenharia Florestal que cumpra com seus objetivos, formando profissionais aptos a atuar nas mais diversas áreas de trabalho exercendo a profissão com ética de maneira sustentável e crítica em benefício da sociedade. Além disso, sugerimos que a relação entre campi seja estreitada, de forma que o alunos e professores do Campus São Gabriel saibam o que está sendo realizado e pesquisado nos demais campi da UNIPAMPA.

Almejamos um curso de Engenharia Florestal que seja reconhecido dentro e fora da
academia, um curso que seja referência em formação de profissionais com histórico de conquistas, entendemos que o curso já está começando a trilhar esse caminho e buscamos participar ativamente de atividades que visam discutir melhorias ou transtornos que envolvem o curso, bem como envolver-se na construção do novo Projeto Pedagógico do Curso, buscar junto ao corpo docente novas tecnologias para a Engenharia Florestal, como o uso de drones e softwares atualizados, realizar eventos de acolhimento e de interação da comunidade acadêmica e eventos acadêmicos de ensino e pesquisa dentro da universidade. A necessidade de se conduzir o curso na forma de .Projeto de Ensino e Aprendizagem e não apenas como uma grade curricular a ser cumprida.

Agradecemos imensamente a compreensão e apoio dos professores, coordenação
de curso e direção do Campus .

Lista de disciplinas sugeridas pelos estudantes:
● Certificação Florestal;
● Fruticultura;
● Floricultura;
● Permacultura;
● Apicultura;
● Sistemas Agroflorestais;
● Segurança do Trabalho;
● Manejo de Animais Venenosos e Peçonhentos;
● Comunicação Oral e Escrita;
● Arborização Urbana;
● Gestão de Pessoas e Ética Profissional;
● Georreferenciamento.

Sugestões dos estudantes que podem reduzir a evasão no curso:
● Suporte psicológico para os discentes, principalmente ingressantes e formandos;
● Divulgação da assistência social dentro da universidade;
● Suavização da carga horária e grade nos primeiros semestres, com disciplinas que
instiguem os ingressantes a permanecerem na universidade;
● Eventos de acolhimento e de interação da comunidade acadêmica;
● Incentivo a eventos acadêmicos de ensino e pesquisa dentro da universidade;
● Eventos de divulgação acadêmica nas praças, levar a universidade pública até o
povo;
● Construção da casa do estudante.

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Prezados alunos,

no link “Resposta à primeira carta aberta dos estudantes de Engenharia Florestal – Unipampa” está a resposta da Comissão do Curso de Engenharia Florestal à primeira carta aberta elaborada pelos discentes do curso.

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1º OLIMPÍADAS FLORESTAIS

Aos 26 dias do mês de maio ocorreram as 1ª Olímpiadas Florestais, uma promoção da Coordenação do Curso de Engenharia Florestal, Diretório Acadêmico e professores que visou recepcionar os calouros e integrar os discentes. As atividades foram realizadas nas proximidades da casa de vegetação localizada no campus da Unipampa São Gabriel e mobilizou cerca de 70 discentes do curso de Engenharia Florestal, divididos em 7 equipes. As provas olímpicas foram as mais diversas, desde arremesso de torete, revezamento de torete até assopro de cone de Pinus e questionários específicos sobre o curso, divididos entre modalidade masculina, feminina e mista. A equipe que se sagrou campeã ao fim das provas foi a equipe “Bambu Lascado” que totalizou maior quantidade de pontos entre as equipes participantes. Seguida da equipe “Arranca Toco” e “Ekipiçasso” que também compuseram o podium final. Parabéns a todos os participantes por tornarem este evento um sucesso total.

Visita técnica a empresa CMPC Celulose Riograndense

Publicado em 24 mar, 2014. | [EDITAR]

Nos dias 13 e 14 de março de 2014, com a supervisão dos docentes: Daniela Lilge, Igor Poletto e Nirlene Cechin, acadêmicos do 2°, 6° e 8° semestres do curso de Engenharia Florestal (Campus São Gabriel – RS) realizaram visita técnica na empresa CMPC Celulose Riograndense.

No primeiro dia foram realizadas visitas no viveiro florestal de produção de mudas de eucalipto e em atividade de silvicultura na Fazenda Barba Negra, a área de acesso a Reserva Particular do Patrimônio Natural Barba Negra (Barra do Ribeiro – RS) e na atividade de colheita de madeira que estava ocorrendo no Horto Florestal Eldorado do Sul.

No segundo dia o grupo foi recepcionado no auditório do Centro Tecnológico Aldo Sani, pelo Assessor de Comunicação e Relacionamento Externo Daniel Andriotti.   Na ocasião, foi apresentado um vídeo onde foi possível conhecer os processos relativos à fabricação de celulose e papel, os projetos da empresa nas áreas social e ambiental, sobre o tratamento de resíduos e a fábrica de gaiteiros, além das atividades desenvolvidas pela Empresa Vida que é prestadora de serviços para a CMPC.  Além disso, também foi realizada visita à área industrial.

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Engenharia Florestal da Unipampa participa do II REFOREST

Publicado em 23 ago, 2013. | [EDITAR]

Nos dias 07 a 09 de agosto o Prof. Italo Filippi Teixeira e um grupo de 32 estudantes do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Pampa – Campus São Gabriel estiveram participando do II REFOREST – Simpósio Nacional sobre Restauração Ambiental. O evento foi realizado no auditório do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade federal de Viçosa – MG. Nestes 3 dias tratou-se de um modo geral sobre o estado da arte da restauração ambiental no país nas suas mais diversas manifestações. Paralelo às palestras houve sessão de posters com trabalhos de todo o pais. Houve a possibilidade de contato com profissionais ligados ao tema assim como a observação de um campo de ação para os futuros profissionais que lá estiveram.

 

Alunos do curso de Engenharia Florestal realizaram visita técnica na empresa CMPC- Celulose Riograndense.

Publicado em 11 jul, 2013. | [EDITAR]

No dia 6 de maio de 2013, os acadêmicos do curso de Engenharia Florestal, Campus São Gabriel, juntamente com as docentes Daniela Silva Lilge e Nirlene Cechin realizaram uma viajem técnica CMPC – Celulose Riograndense na cidade de Guaíba – RS, onde visitaram o processo de produção da celulose e plantios de eucalipto que são destinados à indústria de celulose da Empresa.

Pela parte da manhã o grupo foi recepcionado pelo Assessor de Comunicação, Daniel Andiotti, que apresentou um vídeo institucional. Na sequencia, foi lhes apresentado todo o processo da produção de celulose, o qual inicia com a alimentação das esteiras com as toras de eucalipto. As mesmas são lavadas para retirada do excesso de “sujeira” e encaminhadas ao picador para que as partículas atinjam o tamanho pré-determinado. Essas partículas, chamadas de cavacos, são peneiradas e encaminhadas a silos de armazenamento. Os cavacos armazenados são então enviados via esteira para o processo de cozimento, a uma temperatura de 150º C, com adição de Sulfato de Sódio e Soda Cáustica, dissolvendo a lignina e liberando a celulose na forma de uma massa marrom. Em seguida, é realizado o branqueamento da celulose, processo em que a alvura, limpeza e pureza química são otimizadas.

Após esse processo químico, a celulose é seca e em seguida é encaminhada para uma série de máquinas onde é cortada, prensada e embalada em fardos de 250 kg. Novamente se realiza a armazenagem, e com estes fardos prontos realiza-se a última etapa, que é encaminhar os fardos do porto próprio da empresa para o porto de Rio Grande, onde a celulose é estocada até que se complete a carga necessária para encher um navio, sendo então despachada até seus compradores.

Posteriormente, os alunos foram visitar o Horto Florestal Barba Negra, em Barra do Ribeiro – RS, onde tem alguns plantios comerciais de eucalipto. No local, foi visto alguns processos da implantação de um povoamento florestal. A seguir, foi possível conferir a colheita de madeira, com Harvesters realizando o corte e o processamento e Forwarders realizando a extração por baldeio.

Jeniffer Faleiro; Francisco de Figueiredo; Frederico Neueschwander